Tânia Ribas de Oliveira | Chef Continente
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Entrevistas

Tânia Ribas de Oliveira

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“O amor de mãe é tão grande que dá medo”

A Tânia, que tem a profissão de apresentadora de televisão há bastante tempo, é uma mulher feliz e uma mãe realizada?
Uma mulher feliz e uma mãe realizada são as duas coisas que eu sou. E essas são duas das expressões que melhor me caraterizam enquanto pessoa. Sinto-me muito privilegiada, muito abençoada e uma mãe muito feliz.

É uma apresentadora que é muito acarinhada pelo público.
Sou muito acarinhada e muito mimada e tenho uma enorme gratidão por isso ser verdade, mas acho que isso tem a ver com o facto de, ao longo dos anos, eu estar no ar todos os dias várias horas em direto e portanto as pessoas já se aperceberam de como sou verdadeiramente. Não as teria conseguido enganar tanto tempo a tentar fingir que sou de uma maneira para depois ser de outra. Parece me que elas me consideram como se eu pudesse ser sua filha ou neta.

Já escreveu três livros infantis e tem um blogue em torno da família. Há um lado seu muito ligado às crianças, mesmo antes de ser mãe. De onde lhe vem isso?
O meu sonho de vida era ser mãe e achei que a determinada altura isso ia acontecer. Daí que tenha achado que me podia divertir durante mais tempo, que foi o que fiz, e aos 35 anos disse para mim mesma: “Agora é que é, vamos a isto!”. Mas, até ter chegado a essa altura, dava-me muito bem com os filhos dos meus amigos ( tenho os mesmos amigos há 30 anos), contava-lhes imensas histórias e até achava que eles gostavam de me ouvir. Até que um dia achei que podia passar isso para papel. Foi um desafio que me foi lançado pelo meu amigo Hélder Reis, no primeiro livro solidário para ajudar as crianças de Cabo Verde e Moçambique, que correu bem, e depois a editora convidou-me para lançar mais um. E depois mudei de editora e lancei mais outro. E há mais em preparação...

O que mudou para si desde que foi mãe?
Tudo. Mudou tudo, foi uma cambalhota completa! Mudou a minha maneira de estar na vida, mudou a minha maneira de ver a vida, mudaram as minhas prioridades, mudaram os
meus sonhos, mudou o meu estado geral – mais cansado, mas muito mais feliz. Os meus horários, as minhas rotinas: a minha vida mudou radicalmente. Como muda a de qualquer mãe... 

Na altura em que foi mãe pela primeira vez disse: “É um amor tão grande que dá medo”. Ainda é assim?

É assim, é! E acho que é assim cada vez mais. À medida que eles crescem, apesar de ser cada vez melhor, vai aumentando também o nível de preocupação. Os meus filhos são ainda muito pequenos (o mais velho tem três anos e o outro oito meses), portanto são ainda muito ligados aos pais, mas eu sei que chegará a uma altura em que crescerá um desprendimento. E é nessa altura que pensamos no que nos diziam os nossos pais, nos momentos que viveram na nossa adolescência quando, para nós, nada fazia mal e eles viam perigo em todo o lado. É por isso que eu digo que é um amor tão grande que dá medo: que alguma coisa fuja do nosso controlo, que não possamos defendê-los de tudo – e não vamos conseguir mesmo... Nunca quis ser uma mãe controladora, mas faço questão de ser uma mãe muito presente.

O Dia da Mãe passou a aplicar-se a si também, há um par de anos: foi uma diferença substancial?
Foi uma diferença muito grande, especialmente no primeiro ano, que foi o primeiro que festejei como tal. Mas acho que continua a ser um dia muito especial, mais agora que já recebo trabalhinhos feitos pelo Tomás, o mais velho, mas tenho a felicidade de receber flores todos os dias: o meu filho mais velho todos os dias chega a casa com três florzinhas que apanhou na rua para mim. E diz sempre: “A minha mãe vai ficar muito, mas muito feliz. E quando ela fica feliz eu também fico feliz.” É um miúdo muito especial.

Os seus pais separaram-se quando era adolescente. Isso marcou-a ou tornou-os a eles mais pais?
Os meus pais separaram-se como se separam tantos outros casais: quando o amor acaba. Mas ficaram muito amigos e, tanto para mim como para o meu irmão, sempre foram pais presentes e continuam a ser. Aliás, quando eu fiz anos, os meus pais vieram juntos, de mãos dadas, fazer-me uma surpresa, no programa do ano passado.

Tem uma ligação muito forte com o público. De onde lhe vem isso?
Acho que isso é inato: ou se nasce com essa naturalidade e empatia ou não. É preciso ter essa qualidade intrínseca de se gostar de estar e de comunicar com as outras pessoas e de as ouvir. Há pessoas que por mais que quisessem nunca conseguiriam apresentar um programa de televisão. Para mim, esse contato é um prazer enorme, desde o tempo em que em pequenina fazia teatro em casa e era a mais extrovertida da escola. Não faço nada de especial para que as pessoas gostem de mim: gosto de conversar com elas e, se calhar, isso torna-me fascinante aos seus olhos.

Fazem-se muitos amigos no meio televisivo?
Fazem-se amigos, independentemente de ser no meio televisivo ou social. Eu trabalho há muitos anos na RTP, 16 ou 17 anos, e aí fiz muito bons amigos, que ainda guardo – e muitos nem sequer aparecem na televisão. Mas sim, fazem-se muitos amigos.

Temos uma imagem de si sempre a rir (e muitas vezes a “desmanchar-se” frente às câmaras): é sempre assim, ao longo do dia e da vida?

Sou sempre assim. Todos os dias. E a mim não me cansa!

Como lida e cuida do seu corpo?
Eu fui mãe há oito meses e recomecei a trabalhar quando o meu filho tinha apenas dois meses.
Foi, portanto, muito diferente de outras mães que têm mais tempo para ficar com os filhos, cinco ou seis meses, e que têm, assim, a possibilidade de fazerem uma recuperação do corpo mais pausada. Eu não fiz isso, portanto ainda estou a recuperar. Quando tiver mais tempo, voltarei ao ginásio e essas coisas. Mas tenho uma relação muito saudável com o meu corpo.

Mas fez alguma dieta depois de ter sido mãe?
Fiz apenas uma dieta saudável, de resto como de tudo.

No seu blogue, O Nosso T2, publica receitas...
Não sou eu que as publico: chama-se Petit Chef.
Temos uma parceria, as receitas aparecem no blogue, mas é a chef Joana Biscaya que as prepara.

Mas gosta de cozinhar?
Não é das coisas que me dê maior prazer...

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