Sílvia Alberto | Chef Continente
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Entrevistas

Sílvia Alberto

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Apresentadora do Top Chef, o novo programa da RTP1

"Um dos meus prazeres é uma boa refeição"

Sílvia Alberto abraçou recentemente um novo desafio com a apresentação do Top Chef, concurso em exibição na RTP1 que conta com o patrocínio do Continente. Fã deste género de programas, diz-se um bom garfo e apreciadora de experiências gastronómicas variadas.

Primeiro o MasterChef e agora o Top Chef. Está a tomar o gosto pelos programas relacionados com gastronomia?

S.A. Desde há uns anos para cá os formatos de gastronomia começaram a surgir no ecrã que me tornei espectadora assídua. Primeiro do MasterChef, depois do No Reservations, Top Chef, Jamie Oliver, F Word, entre outros. Sou filha de alentejanos e talvez por herança de família um dos meus prazeres é uma boa refeição.

Foi a Sílvia que quis ver o MasterChef na RTP, segundo consta...

S.A. Sabia que a RTP estava a apostar nas manhãs de fim de semana num formato de culinária e via no MasterChef mais do que um programa de gastronomia, um grande formato de entretenimento. Na altura comentei com a direção de programas as razões que me levavam a acreditar no formato e foi só isso. Fiquei contente com a decisão da direção de avançar com a versão portuguesa do formato.

É gratificante apresentar programas deste género ou prefere outros?

S.A. É gratificante pelo que se aprende da gastronomia portuguesa e do mundo, pelas dicas, pelo convívio com a equipa e concorrentes. A apresentação é menos expansiva, mais formal e menos criativa. Não é o género de formato que viva muito da riqueza da apresentação. Aqui o conteúdo é o mais importante e felizmente o bom espírito de equipa tem permitido a minha colaboração com a equipa de conteúdos, o que tem tornado o meu trabalho mais aliciante.

Fale-nos um pouco do Top Chef

S.A. O Top Chef é um formato muito bem produzido pela CBV e com grande complexidade de produção. Cada programa é composto por três desafios: Prova de Fogo, Prova de Chefes e Prova de Eliminação. Na primeira, um dos concorrentes pode conquistar uma vantagem. Na segunda, joga-se em grupo para evitar a prova de eliminação. Por fim, como o nome indica, no último desafio o candidato com a pior prestação abandona a competição. O espectador é conduzido numa viagem de sabores enquanto acompanha a competição entre os chefes. Os concorrentes são profissionais e, talvez por isso, mais competitivos. Todos querem honrar a sua jaleca. O Top Chef honra também a diversidade e riqueza da gastronomia de Portugal, bem presente nos desafios que são propostos.

O programa vai levar as pessoas para a cozinha?

S.A. Na cozinha estão os chefes, nós vamos aprender com eles e, com isso, talvez ganhar mais vontade de conhecermos melhor a nossa própria cozinha.

Acontece-lhe sofrer com os concorrentes? 

S.A. Não só me acontece, como acredito que o mesmo se vá passar com o público. Muitas das provas têm reviravoltas e é inevitável que nos deixemos levar pelas emoções com os concorrentes.

E acha que o júri tem sempre razão?

S.A. O júri difere no palato como nas opiniões. A prova de que os gostos se discutem está sempre presente nas suas decisões, onde chegar a consenso nem sempre é fácil.

Tem tirado alguns ensinamentos a nível culinário com a apresentação destes programas?

S.A. Sem dúvida. Com este género de formatos acho que percebi que a culinária está mais perto da precisão e conhecimento científicos do que imaginava. Pode-se ter boa mão para o tempero, mas o conhecimento e a técnica são essenciais para um bom resultado.

O MasterChef e o Top Chef modificaram, de alguma maneira, os seus hábitos alimentares?

S.A. Não os hábitos alimentares, mais a forma de confecionar certos alimentos.

Cozinha gourmet, molecular, de fusão… Estes géneros são da sua preferência ou os seus gostos são, digamos, mais “terrenos”? 

S.A. Gosto de experiências gastronómicas e de menus de degustação, tanto quanto da cozinha da avó, da mãe e da tradicional.

Quando confeciona uma receita, fá-lo seguindo as indicações de um livro com rigor ou deixa que a sua imaginação dê um toque pessoal ao prato? 

S.A. Depende do dia, gosto de seguir receitas e de ver se consigo alcançar os resultados. Mas no dia-a-dia a culinária é de improviso.

Tem algum restaurante preferido? E um chefe de cozinha?

S.A. Tenho vários, mas escolher é excluir. Dos mais humildes aos mais sofisticados, o que importa é ser-se bem servido e Portugal felizmente serve muito bem. 

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