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Entrevistas

Raquel Strada

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"Nesta fase dos trinta sou uma mulher muito mais confiante e feliz".

Recentemente deu à estampa o livro que queria escrever, Enquanto Acreditar em Ti, sobre uma mulher que tem por missão encontrar o namorado misteriosamente desaparecido. Um arranque na área da literatura policial e do thriller. Porquê estes géneros?
R.S. Desde miúda sempre gostei de policiais. A minha mãe era fã do Perry Mason, Agatha Christie... E eu não perdia um episódio do Crime Disse Ela. Acabou por ser o que eu tinha "mais à mão" na biblioteca lá de casa. Cresci com este género literário e adoro-o.

Onde foi buscar inspiração para escrever a história?
R.S. A realidade supera sempre a ficção. Por isso, acho que é fácil enquanto autor ouvires e viveres histórias que te fascinam. Difícil é escolheres o final. Acho sempre que por vezes não é fácil tomarmos as decisões certas.

Algumas das situações que relata no livro foram vivenciadas por si na vida real, nomeadamente a traição de uma amiga ou a forte relação com a avó, por exemplo?
R.S. O livro não é autobiográfico. Mas tem pontos em comum com as minhas vivências. O facto de ela ser do Porto, como o meu marido, o cão dela tem o nome de um dos meus pintores favoritos... Mas na realidade sinto a história dela muito distante da minha. Queria sim ter uma história de amor como a da Olivia, mas não um fim igual... [risos] A Teresa, (a protagonista) é talvez um bocadinho mais ingénua que eu, por isso sinto uma grande distância destas personagens. Acho que perante aquela situação a minha reacção não seria a mesma.

Com uma vida tão preenchida (televisão, blogue, representar marcas…), como encontrou tempo para a escrita?
R.S. Passo demasiado tempo sozinha. Em aviões, comboios, hotéis... Não é assim tão difícil.

E quanto tempo demorou a escrever Enquanto Acreditar em Ti?
R.S. Dois anos.

Tem tido feedback dos seus seguidores e do mercado em geral em relação ao livro?
R.S. Sim as pessoas ficam surpreendidas. E adoram o fim do livro. O que me assusta um bocadinho... [risos]

E já tem tema e vontade para se lançar numa segunda aventura deste género?
R.S. Já, mas com calma. Gosto de fazer as coisas com tempo. Tenho de perceber onde quero começar a história.

A sua entrada para a televisão foi quase um acaso. Pode contar como foi?
R.S. Fui lanchar com uns amigos perto de um casting de TV (sem saber) e a directora veio à rua fumar um cigarro, viu-me e foi ter comigo. Foi estranho. Não estava à espera. Nem nunca me tinha passado pela cabeça ser atriz ou apresentadora. Mas aprendi a que se a vida te diz tantas vezes que o caminho é para ali... o melhor é aceitar.

A passagem pelo Curto Circuito marcou-a?
R.S. Sim. Foi o meu ex-namorado que me inscreveu. Eu queria ser advogada ou jornalista de investigação. Zero televisão. Mas quando comecei a apresentar programas adorei a adrenalina dos directos e o contacto com as pessoas.

Continua a preferir os diretos, sejam eles quais forem?
R.S. Sim, sempre.

Gosta desse contacto, de falar com as pessoas?
R.S. Adoro. É das coisas que mais feliz me deixa. Ouvir as histórias dos outros.

Ao trabalhar “sem rede” esteve sujeita a situações inesperadas. Tem algumas para relatar?
R.S. Tantas. Desde piadas picantes a beijos na boca em direto, tudo me aconteceu.

Saiu muito jovem da casa dos seus pais: nunca se arrependeu?
R.S. Não. Tens de voar sozinho, para perceberes quem és.

Faz 35 anos neste mês de novembro. Como está a viver esta fase dos trinta?
R.S. Muito bem. Sou uma mulher muito mais confiante e feliz. A idade acalmou-me. É bom. Faço as coisas com outro tempo.

Casou há dois anos. Ter filhos é uma prioridade na sua vida?
R.S. Não. Não penso em ser mãe já.

Como está a ser a sua experiência como blogger no Blue Ginger?
R.S. Ótima. Mas está na altura de dar o próximo passo. O digital é o futuro.

Adora ver montras, mesmo que não compre nada. É uma forma de descontrair ou fá-lo apenas para estar a par das tendências da moda?
R.S. Relaxa-me imenso.

Tem sempre cuidado com a forma de vestir. Com que roupa se sente mais à vontade?
R.S. Calças de ganga, camisa branca e uns sapatos com cor!

Assume-se como it girl, como várias vezes a têm designado?
R.S. Não, assumo-me como uma pessoa que gosta de roupa. Mas que acima de tudo acha que o nosso exterior também reflete de alguma forma a nossa personalidade.

Fez do Tufão um cão famoso com a página que lhe criou no Facebook e que tem cerca de 90 mil seguidores. Como explica o fenómeno?
R.S. Foi uma brincadeira de amigos. Criámos uma página porque achámos que ele tinha um focinho engraçado e porque era dono de um mau feitio contagiante.
Daí até criar o alter-ego do Tufão foi um instante. As pessoas acham graça e nós também. E quando fizeram um artigo sobre ele na Time foi a loucura.

E como se tem dado ele com o sucesso?
R.S. Hahaha!, é muito pouco vedeta. Continua o rezingão do costume.

Como é que ele entrou na sua vida?
R.S. Namorei-o durante um mês. E percebi que tínhamos de fazer parte da vida um do outro.

Costuma fazer exercício ou apenas aquele a que o Tufão a obriga?
R.S. Apenas o que o Tufão me obriga. Tenho de mudar isso rapidamente. Dizem que é uma boa forma de aliviar o stresse [risos].

Disse que não sabe nem gosta de cozinhar. Continua a manter-se firme nessa opinião?
R.S. Continuo. O meu marido cozinha muito bem e eu sou óptima a limpar. Dividimos as tarefas e assim ninguém faz o que não gosta.

Mas não cozinha mesmo nada?
R.S. Arroz com atum conta?...

E se lhe pedirmos uma receita? Arrisca dar uma?
R.S. Não. Gosto muito de vocês para vos fazer uma maldade dessas.

RESPOSTAS RÁPIDAS
COM QUEM GOSTAVA DE TRABALHAR EM TELEVISÃO? Com a Ellen Degeneres
O SEU LIVRO PREFERIDO? Uma Agulha no Palheiro, de J. D. Salinger.
O FILME DA SUA VIDA? Tantos...Em miúda era o Pretty Woman, agora talvez o A Culpa é das Estrelas.
A VIAGEM DE SONHO? Assim sítios a que ainda não tenha ido, gostava de ir à Islândia e à Escócia. Das viagens que já fiz, adorei a Ásia.
UMA DICA DE BELEZA? Máscara de pestanas, sempre.
NUNCA SAI DE CASA SEM?... As chaves de casa.
A MODA É?... Sentir-me bem com aquilo que trago vestido.
QUAL É A PEÇA QUE TODAS AS MULHERES DEVEM TER NO GUARDA-ROUPA? Uma camisa branca.
O QUE É QUE MAIS APRECIA NOS SEUS AMIGOS? A lealdade e a confiança.
QUAL É A SUA IDEIA DE FELICIDADE? O meu marido junto a mim e ter saúde para realizar os meus projetos.
QUAL É O SEU LEMA DE VIDA? Devagar e com trabalho tudo se consegue.

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