Pedro Lima | Chef Continente
Dificuldade:
Custo:
Tempo de Preparação:
Tipo de Refeição:
Ocasiões:
Chef:
Dieta:

Entrevistas

Pedro Lima

home-slider-top

'A minha carreira tem sido um caminho estimulante'

Nasceu em Luanda: tem saudades desses tempos? E como olha para Angola agora?
Vim para Portugal com um ano. As memórias que guardo são de alguns anos mais tarde, quando passei férias de Natal em Luanda. A opinião que tenho sobre Angola nos últimos anos é formada a partir do que leio e oiço. É um estado jovem, com um potencial de riqueza extraordinário. O crescimento económico rápido gerou alguns desequilíbrios sociais que têm constituído um desafio para o estado angolano. Com o tempo, acredito que poderemos ver em Angola uma sociedade mais livre, mais justa e mais equilibrada.

A Única Mulher foi gravada também em Luanda. Deu-lhe gosto especial ver as suas raízes estarem ali representadas?
Representar em A Única Mulher enche-me de orgulho por ser um projeto que entra em rotura com o passado, integrando pela primeira vez, de uma forma natural, a relação de portugueses com angolanos e atribuindo a ambos igual protagonismo na história. As imagens do primeiro episódio conduziram- -me a momentos de comoção e tenho a certeza que foi uma emoção partilhada com muitos espectadores.

Estreou-se na representação nos anos 90, mas, antes disso, foi atleta de alta competição e modelo... Como é que essas experiências o influenciaram?
O desporto de alta competição forma o carácter de uma forma clara. Habituamo-nos desde jovens a definir objetivos e caminhos para alcançá-los com toda a organização e sacrifício que isso implica. A minha passagem pela moda ajudou-me a aprender a lidar com a rejeição e a preparar a aparência para corresponder a uma imagem desejada.

Que balanço faz destes 18 anos de carreira, enquanto ator?
Tem sido um caminho estimulante. Escolhi esta vida e tenho tido a sorte de receber solicitações para trabalhar em estruturas muito diversas. Nessa diversidade, encontrei o rigor, exigência e qualidade que me permitem ter confiança para abordar quase todos os tipos de personagens.

Como lida com o público e com a exposição mediática?
Muito bem. Por vezes desejo voltar a ser anónimo, mas não se pode pedir sol na eira e chuva no nabal.

Depois de À Espera de Godot, regressou ao teatro com Kilimanjaro. Como é dar vida a uma obra de Hemingway?
A vida e a obra de Hemingway são muito interessantes pela diversidade, pela intensidade,pela inteligência, pela atitude confrontacional, pela aventura. Para o tipo de homem que sou, Hemingway estimula-me muito com o seu exemplo.

Aposta muito no chamado “teatro de intervenção”. É o que mais faz sentido para si?
Partindo do princípio que intervenção é o que faz o espetador questionar-se sobre si e sobre o mundo que o rodeia, é um privilégio ser convidado para integrar projetos que tenham essa ambição. Seria uma vida  pobre se o meu trabalho se destinasse exclusivamente a gerar emoção sem qualquer utilidade.

‘Todos os dias recebo provas de que a vida em família é o que mais dá sentido à minha existência’.

Para além das peças de teatro em que está muitas vezes embrenhado, também se dedica às novelas, que lhe tomam muito tempo. Como consegue conciliar o teatro, a televisão e a família?
São compromissos que se assumem e têm de ser honrados. Tenho esse dever para com a minha família, que conta comigo para escrever a sua história, e para com os espetadores, que num mundo de múltiplas solicitações me honram com um pouco da sua atenção

Se tivesse de optar entre o teatro e a televisão conseguiria fazê-lo, ou um completa a outra?
Se fosse obrigado a optar, teria de refletir sobre qual seria a escolha mais sensata. Como não sou obrigado a escolher, vou acumulando experiências nos dois registos que se complementam.

O cinema não o atrai muito? Ou são os projetos que lhe surgem que não o cativam? É que não aparece muito...
Os convites para cinema têm surgido muito em cima das datas de rodagem. Felizmente, por um lado, a minha agenda tem estado preenchida com oito a dez meses de antecedência. No entanto, por vezes, é possível encaixar um trabalho menos extenso, o que me tem permitido ter algumas participações mais breves.

Há alguma personagem que gostasse de fazer, fosse no cinema ou no teatro?
Ainda não tive tempo para refletir sobre o que gostaria que as minhas personagens dissessem nem para procurar textos onde elas existam. No universo de Shakespeare existem, mas são textos
que pressupõem grandes produções. Se receber  algum convite para representar um texto do Bardo não hesitarei...

Tem uma imagem de galã. Vindo do mundo da moda, sentiu alguma vez a necessidade de provar que estava à altura de um papel?
Sinto sempre essa necessidade. Nunca estou descansado nem me deixo ficar em zona de conforto. Não tem a ver com o meu passado, tem a ver com a vontade de servir o melhor que posso os projetos em que colaboro.

Como é ser pai de quatro crianças?
Um deles já não é bem uma criança. Ser pai de quatro tem-se revelado a decisão mais acertada que tive na vida. Nunca tive um momento de dúvida ou arrependimento. Pelo contrário, todos os dias recebo provas de que a vida em família é o que mais dá sentido à minha existência.

É um praticante de surf: o que o “chama” no mar?
A beleza, o poder, a dimensão, a perspetiva. Isto quanto ao mar. O surf  tem tudo isto com desafio, incerteza, medo, desempenho, convívio, saúde e natureza.

É padrinho da equipa de Paradressage da Academia Equestre João Cardiga. Qual a suarelação com a equitação?
Tive uma relação mais intensa no period em que estive a gravar o Espírito Indomável , mas confesso que não ficou um sentimento de paixão pela modalidade. O surf não dá hipótese a nada. A responsabilidade de ser padrinho da equipa de Paradressage do João Cardiga veio do reconhecimento, da dedicação e cuidado que a academia oferece a estes jovens com resultados desportivos extraordinários e sociais admiráveis.

Como cuida da sua forma física?
Pratico desporto, tento ter uma alimentação saudável e procuro viver em paz com o resto domundo.

Tem cuidados especiais com a alimentação?
Tento ser equilibrado. Não faço dietas, mas também não como entrecosto com batatas fritas todos os dias. Como fruta com frequência.

E costuma cozinhar em casa ou para os amigos?
Cozinho muito menos agora. Mas quando recebo amigos em casa, partilho com a Anna as várias tarefas para preparar a refeição.

Respostas rápidas

Qual é a sua maior qualidade?
Ser conciliador.

E o seu maior defeito?
Uma perna mais comprida que a outra.

A coisa mais importante numa mulher?
A beleza.

A sua atividade favorita é...
Contemplar.

Quem gostaria de ser, se não fosse você mesmo?
O Cristo Rei

E onde gostaria de viver?
À beira-mar.

Os seus autores preferidos?
Shakespeare, Garcia Márquez, Eça de Queiroz.

O seu compositor favorito é...
Keith Jarret.

O que é que mais detesta ?
Ingratidão.

Quais os dons da Nature za que gostaria de possuir?
Voz para cantar.

Qual é o lema da sua vida?
O mundo não para de girar.

A receita de Pedro Lima

Hambúrgueres

Ingredientes

carne de vaca picada
chouriço picado
fatias finas de bacon
ovos
alface
cebola frita
maionese caseira
mostarda
pão com sementes de sesame
batatas para fritar
sal

Preparação

Misture bem a carne com o chouriço e forme hambúrgueres altos. Tempere-os com sal e leve-os a grelhar numa grelha bem quente, sem deixar que fiquem muito passados.

Asse o bacon no forno e seque-o em papel absorvente. Estrele os ovos e frite as batatas.

Sirva os hambúrgueres no pão ligeiramente aquecido com os ovos, o bacon, a alface, a cebola frita e acrescente a maionese e a mostarda.

Mais entrevistas