Mickael & David | Chef Continente
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Mickael & David

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Irmãos Carreira em discurso direto

Mickael & David - Irmãos Carreira em discurso direto

No que diz respeito à música pode falar-se de um “gene Carreira” em relação à vossa família?

Mickael Carreira: Pode-se dizer que a música é a minha paixão, agora se é genético ou não, não sei.

David Carreira: É claro que há sempre características que são passadas de pais para filhos – quer sejam genéticas, quer sejam pelo próprio dia-a-dia que vivemos ao longo do tempo.

A música e o palco eram os vossos objetivos de criança ou pensaram seguir outro caminho?

M.C. Sempre me senti músico, desde muito pequeno, nunca me imaginei a fazer outra coisa.

D.C. Em miúdo, nunca tive grande atração pelos palcos. O que eu queria era jogar futebol. Além disso, queria fazer o meu curso de Economia (ainda tenho a matrícula congelada…). Com a minha lesão no futebol, fui obrigado a desistir desse sonho. Foi nessa altura que comecei a olhar de outra maneira para o mundo artístico, e o meu primeiro interesse foi a representação. A música surgiu, quase por acaso, quando participei como ator na série 8 dos Morangos com Açúcar – foi aí que despertou o meu “gene Carreira” musical! [risos]

Havendo três cantores na família, procuram não misturar géneros?

M.C. Penso que todos nós procuramos seguir o género com que nos identificamos mais musicalmente e acima de tudo queremos ser o mais genuínos e profissionais possível naquilo que fazemos.

D.C. A nossa realidade é igual à de todos os músicos: cada um tem o seu estilo, que lhe é genuíno. Só assim é possível fazer carreira em qualquer parte do mundo. A música que eu faço é o que me é natural, autêntica. Para mim, isso é que é importante, independentemente de nos cruzarmos ou não musicalmente.

Têm um público-alvo em vista?

M.C. Não necessariamente, não é algo pensado dessa forma, é algo espontâneo e natural. O público é que nos escolhe, não o contrário.

D.C. Eu falo por mim: o meu público é maioritariamente jovem, quer pela música que faço, quer pela minha própria idade.

O facto de serem filhos de quem são ajudou no lançamento das vossas carreiras?

M.C. Sinceramente penso que não. É muito complicado sermos “filhos de”, temos de provar em dobro o nosso valor e não temos margem para errar, porque nos “caem” logo em cima.

D.C. O facto de eu ser filho de quem sou, ajudou-me a ser a pessoa que sou. Tenho o maior orgulho no meu pai, no seu percurso artístico e, acima de tudo, pelo exemplo que me dá todos os dias. Enquanto artista, o facto de ser filho do Tony Carreira tem vantagens e desvantagens. Se calhar as pessoas só veem a parte das facilidades; mas há outro lado. Mas acho que isto se passa também com os artistas que não têm quaisquer referências, ou com cantores que se tornam conhecidos em programas de televisão – têm vantagens e desvantagens…

Poder levar a minha música para o mercado latino-americano é a realização de um sonho antigo...  

Mickael Carreira

Houve uma grande evolução desde o lançamento do primeiro disco?

M.C. Claro que sim, evoluí em todos os aspetos, aconteceram muitas coisas desde então, trabalhei com diferentes produtores de várias partes do mundo, com quem aprendi muito. Assinar com a Warner Latin foi uma mudança significativa na minha carreira. Poder levar a minha música para o mercado latino-americano é a realização de um sonho antigo e começar tudo do zero num país que não me conhecendo, me recebeu desde logo tão bem, é emocionante. Sinto que estou a atravessar uma fase muito feliz na minha carreira. 

D.C. Iniciei a minha carreira na música há três anos, ainda é tudo muito recente. Mas acho que cresci muito desde o primeiro disco até agora, aprendi, evoluí. Aliás, a minha tournée deste ano chama-se Evolution Tour – onde eu pretendo mostrar toda a evolução da minha carreira nestes três anos de palco.

Há muito de vós e das vossas experiências nas letras das canções?

M.C. Muitas das minhas canções são escritas ou compostas por mim, portanto tem naturalmente muito de mim, das minhas emoções e da forma como sinto a vida e as pessoas.

D.C. Há muito de mim em tudo o que faço na música: desde as letras, à composição, ao que se passa em cima do palco, aos videoclipes… Assumo que gosto de estar 100% envolvido em tudo e aprender a fazer de tudo. Às vezes isso não é fácil, nem para mim, nem para a equipa que trabalha comigo. Mas respondendo à questão das letras, há várias que refletem episódios da minha vida. A minha música mais recente, Haverá Sempre uma Música, é um exemplo.

Quando se escolhe essa profissão há coisas de que se abre mão. Continuam a ter tempo para a família?

M.C. A família é um alicerce muito importante para mim, é o meu “lugar” preferido. Com o amadurecimento natural que a idade nos traz e com o facto de a minha vida profissional me manter longos períodos de tempo afastado do meu país e da minha família, sinto cada vez mais essa certeza.

D.C. Tenho uma família muito unida e fazemos questão de manter algumas rotinas, como jantar juntos. Sempre que estou em Lisboa (porque passo muito tempo fora), faço questão de estar nesses momentos que são muito importantes para o meu bem-estar.

Os vossos fãs são pessoas muito importantes na vossa vida?

M.C. Claro que sim, são a minha motivação para fazer mais e melhor. Estão sempre lá para mim. Ouço muito as suas opiniões.

D.C. Tenho muita sorte em ter um grupo de fãs muito forte, que me acompanha, apoia e até me dá ideias. Não há artista que sobreviva sem fãs, são eles que nos mantêm nos palcos, é para eles que trabalhamos e são eles que dão sentido à nossa carreira.

Vivemos num país excelente, em que os artistas são muito respeitados e bem tratados na rua.

David Carreira

A crítica incomoda-os?

M.C. Já me incomodou mais…

D.C. A crítica não me incomoda, só me ajuda. Em Portugal, há muito a ideia de que criticar é dizer mal. Para mim, criticar é analisar e isso é sempre bom – ajuda-me a ver coisas que, por vezes, nem tenho consciência. O “dizer mal” gratuito incomoda-me, mas cada vez menos. Vou aprendendo a relativizar as coisas que se dizem.

Quem são o David e o Mickael fora dos palcos?

M.C. Um rapaz normal, que gosta de estar com os amigos e com a família.

D.C. Sou uma extensão daquilo que se vê em cima do palco.

Quais as coisas que lhes dão maior prazer?

M.C. Para além da música, adoro estar em casa a ver um bom filme, já que não acontece muitas vezes.

D.C. Compor, cantar, dançar, representar, estar em cima do palco… É aí que eu tenho mais prazer.

O que fazem quando precisam de inspiração?

M.C. Gosto de pegar no carro e seguir sem destino...

D.C. A inspiração surge-me nas situações que vivo todos os dias. Por isso, é raro fazer o que quer que seja para ter inspiração. Deve ser da idade.

A vossa vida pessoal foi afetada pela visibilidade e pela fama?

M.C. Sempre tive muito cuidado para que isso não acontecesse e por norma não acontece, sinto que as pessoas me respeitam.

D.C. É claro que estou mais exposto desde que passei a ser uma figura pública. Isso obrigou-me a algumas adaptações mas, felizmente, consigo manter tranquilamente as minhas rotinas. Vivemos num país excelente, em que os artistas são muito respeitados e bem tratados na rua.

O que é que gostariam de experimentar e que ainda não tenham feito?

M.C. Tanta coisa… Por exemplo, fazer uma tatuagem [risos].

D.C. Tenho 23 anos e muitos sonhos para realizar!

Qual é o sítio que lhes dá maior paz de espírito?

M.C. A minha casa!

D.C. O meu estúdio, em casa.

A nível de guarda-roupa, quais são as vossas preferências?

M.C. Para o dia-a-dia sou muito prático: uns jeans, uma t-shirt, uns ténis e um blusão são a minha opção.

D.C. Sou descontraído e gosto de roupa confortável. Gosto de ténis, t-shirts largas, calças de ganga, blusões. O normal numa pessoa da minha idade.

Põem em prática algum ritual antes de entrarem no palco?

M.C. Não dispenso o aquecimento vocal e estar com a minha equipa momentos antes de entrar em palco.

D.C. Gosto de me isolar nos 45 minutos que antecedem os concertos. Gosto de estar sozinho.

O que fazem para manter a boa forma?

M.C. Ginásio, muito trabalho e algum cuidado com a alimentação.

D.C. Felizmente tenho uma boa herança genética e não preciso de fazer grandes sacrifícios. Sempre gostei de desporto e continuo a praticá-lo.

Dão importância à comida saudável?

M.C. Sim, tenho cuidado com o que como, tento manter uma alimentação saudável.

D.C. Tem dias… Mas não sou o melhor exemplo disso. Adoro comer e como bem.

Sabem cozinhar?

M.C. Tento… [risos]

D.C. Tive que aprender. Quando estou em França sou eu que cozinho, que vou às compras. Mas não sou um grande cozinheiro – o meu pai é!

Mickael Carreira num minuto


Filme preferido: Tenho muitos, mas como romântico que sou, talvez nomeie O Fantasma do Amor.
LIivro de cabeceira: De momento, nenhum. Estou a acabar de escrever as letras do meu próximo álbum, que está quase, quase, aí, portanto estou mais numa fase de escrita.
Viagem de sonho: Talvez as ilhas Gregas.
Restaurante preferido: Gosto de sushi, portanto um que confecione bem sushi.
A sua actividade preferida é... estar em palco.
O que é que mais aprecia nos seus amigos? Honestidade
O que o faz feliz? Ver quem eu amo feliz.
Qual é a sua maior qualidade? Ser amigo.
E o maior defeito? Teimosia.

David Carreira num minuto

Filme preferido: Não tenho um filme preferido, mas adoro cinema. O último que vi e gostei imenso foi Mil e Uma Maneiras de Bater as Botas. Gosto do muito do Seth MacFarlane.
Livro de cabeceira: Neste momento, ando dedicado à BD. Mas tenho muito pouco tempo para ler e, ao primeiro quadradinho, já estou a dormir.
Viagem de sonho: Com amigos, para um sítio com sol, praia e música. Lá para o final do ano hei de tirar uns dias para a realizar.
Restaurante preferido: “O Caseiro, do chef Tony Carreira”.
A sua actividade favorita é... trabalhar.
O que é que mais aprecia nos seus amigos? O facto de termos a mesma relação desde a infância.
O que o faz feliz? Ouvir as pessoas a cantarem as minhas músicas.
Qual é a sua maior qualidade? Empenho.
E o seu maior defeito? Teimosia

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