Mariana Alvim | Chef Continente
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Entrevistas

Mariana Alvim

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Agora tenho tempo para ‘namorar’ com os meus filhos

De onde lhe vem a paixão que tem pela rádio?
Aconteceu no tempo da faculdade: tinha uma disciplina que era de Técnicas de Rádio, ou coisa assim, com o professor Carlos Magno, em que tive a minha melhor nota e adorei. E foi aí que percebi que queria fazer rádio…

No entanto, vai para a RFM para um trabalho temporário: substituir a Carla Rocha que ia entrar em licença de parto.
É verdade… E isso já foi em 2009!

E estamos em 2016 e continua no mesmo sítio…
A coisa correu bem, mesmo! Quando substituí a Carla houve um casting, houve mais de mil mulheres a concorrer e eu fui a feliz vencedora. Na fase final, quando éramos apenas três, cada uma esteve no ar uma semana e depois o público votou, ou “ajudou a influenciar o júri” como se dizia na altura… E felizmente correu bem, foram quatro meses muito divertidos e no fim disseram que queriam ficar comigo. E cá estou.

Mas a sua área é o marketing. Há relação entre as duas coisas?
Estive sete anos no marketing, mas na altura estava dedicada ao guionismo, tinha largado tudo para ser guionista, para poder  escrever, que é uma outra paixão minha. Portanto, para ser exata, quando vim para a rádio estava a escrever novelas… O que  conteceu na minha vida é que fui criando currículos paralelos, isto é, enquanto trabalhava em marketing, durante as férias ou em período pós-laboral, ou fins de semana, tirava cursos de rádio e de comunicação e workshops de escrita.

Mas eram apenas currículos paralelos?
Pensava que sim… Mas quando vim para a rádio, percebi que tinha sido bom ter tido a escola que tive, mesmo no marketing, que é transversal a tudo o que fazemos.

Como é ter de se levantar todos os dias por volta das cinco da manhã?
É horrível! Doloroso! De noite e com toda a gente ainda a dormir lá em casa… E eu sou dorminhoca, portanto imagine.

Mas isso são as agruras que tem de sofrer para ter um programa no bom horário que tem… Trocaria por um outro?
Durante muito tempo achei que sim, quando fui convidada, porque não queria este horário. Levantava-me às cinco, dizia um palavrão   perguntava: “O que estás a fazer à tua vida?”. Mas a verdade é que acabava o Café da Manhã a dizer: “Eu quero fazer isto para o resto da minha vida.” Agora, passada uma série de anos, custa-me mais sair de casa com os meus filhos [Vasco, Diogo e Matias] a dormir. A princípio estava chateada porque, apesar de ser uma fantástica oportunidade, estava a dar cabo da minha vida pessoal e familiar: porque eu, à noite, quero é ir dormir… E estou com mau feitio! Agora é um pouco diferente, porque o Café da Manhã já não  omeça às seis mas sim às sete, o que é uma melhoria e faz diferença. Entretanto, tive mais um filho [Matias] mas, apesar de me custar horrores, vejo a coisa pela positiva: saio com todos a dormir, ninguém me vê, mas em contrapartida vou buscar os meus filhos cedíssimo à escola, que é um privilégio que a maior parte das mães não tem. E que eu não tive, durante muitos anos.

E agora tudo mudou?
Completamente! Agora sou das primeiras a chegar à escola (e às quatro ou quatro e meia ainda não tenho mau feitio…), e tenho tempo para “namorar” com todos eles e para um final de tarde sem pressas, para os banhos, os trabalhos de casa, os miminhos…

Os últimos dados do Bareme-Rádio dão-vos a poucas décimas da Rádio Comercial. Isso é um encorajamento?
Dá gozo… Dá gozo porque isto é uma “guerra”, uma guerra saudável e com respeito, mas claro que queremos ser os melhores! Portanto de repente estar próximo do número 1 dá orgulho! Como é ser mulher numa casa com quatro homens? M. A. Olhe… tem dias! Às vezes é cansativo, muita energia e muita roupa no chão, muita trapalhice. Mas dá-me gozo, adoro estar com os meus homens. Ainda ontem tivemos um dia caseiro, de descanso em casa (na véspera tínhamos saído e feito um sábado cheio de programas) e às tantas tive um momento em que o bebé estava a dormir, eu estava no sofá a ler, que é uma coisa que tenho dificuldade em conseguir, e tinha um em cima de mim e outro ao meu lado, todos debaixo da mesma manta, tudo cheio de calor, mas
que bom que é ter os miminhos dos meus homens! Eu cresci com dois irmãos rapazes, de forma que a minha vida é isto…

Consegue arranjar tempo para ir ao cinema, a um teatro, um espetáculo?
Vou muito ao cinema com os meus filhos. Lá está: a vida é mais com eles. Tudo o que é filme de animação vou ver!

O seu marido, Tiago, também?
Não, é mais com os meus filhos. O Tiago às vezes fica com o bebé para eu poder ir com os outros dois.
Namorar é mais raro, mas tentamos de vez em quando… Fazemos muitos jantares com amigos, lá em casa: não é a dois, mas são adultos e depois os miúdos acabam por ir para a cama. Passear a dois há muito tempo que não acontece, infelizmente… mas tenho saudades!

A vida matrimonial ressente-se?
Digamos que estes horários não favorecem a vida… pessoal. É verdade, eu à noite quero é dormir! Mas tenho três filhos! [risos].

Seria bom mudar de horário?
Neste momento estou contente com este horário, porque representa uma vantagem em termos de tempo para os meus filhos. A nível pessoal, também seria bom poder dormir mais, mas já lá vão quase quatro anos, já estou habituada.

Como se prepara para esta “maratona” que é a sua vida?
Agora comecei a fazer exercício, mas é recente. Mas, como diz o meu marido, tenho que tomar umas vitaminas, ando cansada. Ultimamente tenho sido obrigada a fazer umas sestas ao fim de semana.

Quem cozinha lá em casa?
Os cozinhados são comigo.

Os homens não fazem nada?
Fazem, que eu sou uma mulher moderna! “Ah, o Tiago ajuda”... Não, não ajuda, partilhamos tarefas, somos uma equipa. E é o que eu  nsino aos meus filhos também: quando acabamos, cada um leva o seu prato para a cozinha.

E gosta de comer?
Adoro comer. É o que eu costumo dizer: gostava de ser mais magra, mas gosto mais de comer.

E de que pratos gosta?
Infelizmente adoro porcarias, com açúcar. Uma festa de anos de criança é um paraíso para mim, gomas e pipocas. Gosto de bife com molho, dêem-me tudo menos cogumelos. E favas. E não gosto de peixe cozido. E de coco.

Como trata de si, aos 30 e poucos…
30 e muitos. Vá, 30 e uns trocos…

...e já mãe de três filhos?
Sabe, eu acho que a idade bate de repente. Sempre fui despreocupada, nunca liguei a nada, mas agora, de vez em quando, tenho de ir pôr um cheirinho de maquilhagem para fingir que isto ainda está bom… E a partir daí tento cortar no açúcar, ponho uns cremes, até  á me inscrevi num ginásio.

E vai ao ginásio?
Sim, por enquanto estou a portar-me bem. Hoje cancelei a aula, mas estou a portar-me bem.

Sempre quis ser mãe?
Sempre!

E o que representa ser mãe?
Não é cliché dizer que é a melhor coisa do mundo, mas é viver em preocupação. Os pais também, claro. Eu costumo brincar com o meu marido e digo-lhe que os filhos são mais meus porque eu é que fiquei com a barriga estragada [risos]...

Respostas Rápidas

UM PROGRAMA DE RÁDIO? O Café da Manhã, da RFM.
UM LIVRO? Tudo o que for da Liane Moriarty, estou apaixonada por esta escritora australiana. Só um? Pequenas Grandes Mentiras.
UM FILME? Instantes Decisivos, de Peter Howitt (1998).
A SUA MELHOR QUALIDADE? A transparência. WYSIWYG: "what you see is what you get" [o que vês é o que tens].
PORQUE SÃO BONS OS AMIGOS? Porque estão lá sempre que precisamos deles.
UMA VIAGEM EM FAMíLIA? Gostava de os levar a Porto Santo.
COM QUEM GOSTAVA DE FAZER UM PROGRAMA DE RÁDIO? Estou contente com a minha equipa actual.

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