Francisco Moreira | Chef Continente
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Entrevistas

Francisco Moreira

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Como foi parar à maior fábrica do mundo (de chocolate academy da Barry Callebaut), na Bélgica?
Vim em 2016 para fazer um curso na academia com um dos chefs e um dia disse à assistente do curso, também chef, que se ela um dia deixasse o trabalho, eu gostaria de vir para cá. Ela acabou por ser promovida e no ano seguinte eu juntei-me à equipa.

Quais são as suas funções na academia, onde é um dos principais chefs?
Entrei como júnior da equipa e entretanto fui promovido. Agora, dou formações sobre chocolate e pastelaria, dou suporte aos clientes que trabalham com os nossos produtos, participo em feiras e eventos para promover a marca, faço testes com produtos diferentes que vão sair para ver o seu potencial. Acaba por ser um trabalho muito variado e nada monótono.

O 24Kitchen arrancou recentemente com a segunda temporada de doces do ofício. Sente-se à frente das câmaras como em casa?
Foi tudo um processo de aprendizagem. Como dou aulas, isso ajudou muito a sentir-me mais à-vontade em frente às câmaras, embora ao início tenha sido um desafio.

Se não tivesse optado pelo mundo da pastelaria, estaria agora a fazer o quê?
Quando entrei para a escola, queria ser cozinheiro. Depois conheci o outro lado da pastelaria mais requintado, mais sofi sticado, e acabei por mudar para esta área. Desde muito novo que sabia que a cozinha era o meu futuro.

Um lema de vida?
Para se ser uma boa pessoa é necessário ser-se humilde. Sempre. É algo que aprendi em pequeno e que me acompanha até hoje. E que respeito muito nos outros, também.

O programa deu origem a um livro com o mesmo nome, Doces do Ofício (Casa das letras). Pode falar-nos um pouco sobre esta obra?
Tenho estado a acompanhar e vejo que o livro, felizmente, está a correr muito bem. Foi, de facto, pôr o programa num formato físico. Acho que conseguimos um resultado espetacular e estou muito contente, porque o livro está bonito e é útil.

Que receita aconselha para o dia dos namorados?
Uma que está no livro, no capítulo Sobremesas para um Jantar Especial: o Demi-cuit de chocolate e canela, granizado de gengibre e vodka [ver receita nas páginas seguintes].

Qual é o seu guilty pleasure?
Embora não seja algo que coma muitas vezes, é Nutella.

Qual é a sua sobremesa favorita: para confecionar e para degustar?
Gosto de fazer um bocadinho de tudo e isso pode ver-se no livro, por isso não consigo ter uma receita preferida para confecionar. Para comer, gosto das coisas mais simples, os clássicos, como um crème brûlée ou um éclair.

E qual é o prato favorito que não seja doce?
Um arroz de peixe ou de marisco bem feito! Cozinho muitas vezes em casa e às vezes faço este prato.

É uma pessoa gulosa?
Não, embora prove tudo o que faço. Mas confesso que quando vou a um restaurante é muito raro pedir uma sobremesa.

Rodeado de tanto açúcar, como se mantém em tão boa forma física?
Este trabalho acaba por ser muito intenso, passo o dia inteiro de pé, a adrenalina está sempre em alta e acabo por gastar muitas calorias durante esse período de tempo. E depois faço algum desporto, mas por gosto, não de propósito para manter a linha.

O que não pode faltar no seu frigorífico e despensa?
No frigorífi co, manteiga e ovos; na despensa, é fácil: chocolate.

Um destino que definitivamente o marcou?
O México, porque tem uma cultura gastronómica riquíssima, uma cultura musical riquíssima e as pessoas têm um enorme orgulho no seu país, o que me fez lembrar os portugueses.

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