Filipa Maló Franco | Chef Continente
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Entrevistas

Filipa Maló Franco

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Psicóloga clínica e autora do blogue Terra Maya, viu a sua vida mudada pela espiritualidade e meditação

Hoje, Filipa Maló Franco sente que fez a escolha certa e partilha aquilo em que acredita e aquilo que pratica no seu blogue Terra Maya, onde promove "uma maior conexão connosco, com o outro e com a Natureza." Seguindo a linha do seu blogue, já publicou dois livros, Terra Maya e Terra Maya — Um Ano, nos quais explica como é possível cuidar do corpo, mente e alma de uma forma holística. Entretanto, no próximo mês vai realizar, na Lousã, a 4.ª edição do seu projeto Conecta-te, um retiro dedicado ao bem-estar.

Ficou conhecida como uma das jovens atrizes da série Super Pai [TVI, 2000/2003]. Tem saudades de representar?
Tenho saudades das pessoas e da experiência, mas não da profissão em si, confesso.

O que a levou a optar pelo curso de Psicologia Clínica?
Inicialmente, tirei a licenciatura em Ciências da Saúde com o objetivo de seguir medicina dentária. Depois de conhecer melhor a área da saúde e bem-estar e de ter ido em missão para Cabo Verde, percebi que queria alterar o rumo da minha vida e optar pela psicologia e pela ajuda ao outro de uma forma mais profunda. Hoje, sei que foi das melhores decisões que tomei.

Diz-se uma incoformista, até onde é que isso a pode levar e o que fará por si?
No meu caso, o ser inconformista está relacionado com o não seguir o "caminho fácil", o que seria esperado, e não ter medo de arriscar. Medos todos temos e mudar o rumo, experimentar caminhos novos, não é fácil. Encaro o fracasso como uma aprendizagem e por isso arrisco sempre que posso.

Tem dois livros lançados: Terra Maya (Editora In) e Terra Maya - Um Ano (Zero a Oito). Pode falar-nos um pouco sobre ambos?
O primeiro aborda a minha história de vida, as mudanças que conduziram a um maior bem-estar. Partilho a importância de abordamos o ser humano de uma forma holística, falando de vários conceitos, como alimentação saudável, exercício físico, stresse, meditação, entre outros. O meu objetivo é que as pessoas encontrem o seu caminho e que alcancem um maior bem-estar. Depois surgiu Terra Maya – Um Ano, que é a parte prática do primeiro livro, com 12 desafios que ajudam nesse percurso de autodesenvolvimento e conhecimento.

O que a levou a criar o blogue Terra Maya?
Criei-o por dois motivos: passar uma mensagem, um modo de ver a vida, uma perspetiva diferente e desmistifi car/abordar conceitos relacionados com bem-estar e saúde mental, que considero fundamentais, e traçar um caminho na minha área. Ainda se fala muito da minha participação na área da representação e esse foi um caminho que terminou há 18 anos. Estou na área da saúde há nove anos, com duas licenciaturas, concluí agora o meu mestrado em Psicologia Clínica e valorizo muito esse percurso.

Qual é o seu guilty pleasure?
Séries… às vezes, no fim de semana, passo demasiado tempo a ver séries, mas sabe tão bem, principalmente com uma mantinha e chá.

Afirma que a espiritualidade e a meditação mudaram a sua vida. De que forma?
Sempre me considerei espiritual, apesar de não religiosa (são conceitos que diferem), e uma maior conexão comigo, com o outro e com a Natureza contribuiu para um maior bem-estar. A meditação promove essa mesma conexão, aliada também a outros benefícios socialmente conhecidos.

O que é o projeto Conecta-te cuja 4ª edição vai decorrer entre 11 e 13 de Outubro?
O Conecta-te é um projeto de que me orgulho muito. É o Terra Maya num espaço físico e um retiro que promove uma maior conexão connosco, com o outro e com a Natureza – o "lema" Terra Maya. Criei este retiro para conseguir estar mais perto de quem me acompanha e dar algumas ferramentas que considero essenciais. Temos atividades que abordam as emoções, o stresse, yoga e meditação.

Que "gurus" segue no Instagram?
Sigo várias pessoas que me inspiram por diversos motivos, apesar de não identificar um "guru". Esses, gosto de os ler, como o Robin Sharma, Dalai Lama, Deepak Chopra e Sam Harris.

Um segredo para o seu equilíbrio?
Perceber que a felicidade não é constante, que a vida tem altos e baixos, que temos todo o tipo de emoções e que não as devemos reprimir e aceitar tudo isso.

Restaurantes a não perder?
Boa-Bao, My Mother's Daughters, Olá Nepal, Jardim dos Sentidos, Monte Evereste, Jamie's Italian e Casa da Dízima.

Um destino que a marcou?
Bali. Soa a cliché, mas é verdade... É um local com uma energia incrível.

Quais os seus pratos preferidos?
Bacalhau com broa (como uma verdadeira portuguesa), comida indiana/nepalesa.

Uma viagem para fazer em família?
Depende se há filhos ou não… Penso que uma viagem não tem necessariamente que ser para fora, nós temos locais em Portugal, como o Gerês, que estão no top dos sítios mais bonitos, para mim. Mas uma viagem a fazer lá fora, para pessoas mais aventureiras, é a que vou fazer daqui a duas semanas: Tailândia, Myanmar e Laos. Ansiosa.

Uma paixão para a vida?
Tantas. O segredo da vida é encontrarmos pequenas paixões em tudo o que fazemos.

Um lema de vida?
Conecta-te. Contigo, com o outro e com a Natureza.

 

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