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Entrevistas

Ana Alves

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É desde 2019 a responsável pela Direção de Marcas Próprias da Sonae MC

Responsável pela Direção de Marcas Próprias da Sonae MC desde 2019, Ana Alves não tem dúvidas ao afirmar: "A equipa com que trabalho, não só direta, mas também indiretamente, e o projeto de Marcas Próprias que estamos a construir juntos é, sem dúvida, aquilo de que mais me orgulho na minha carreira. Porque nós temos, de facto, um propósito com esta marca: o de contribuir ativamente para um futuro melhor e mais sustentável.
Foi-nos dada uma grande responsabilidade e nós vamos honrá-la." A marca do Continente de que Ana Alves fala mais em pormenor nesta entrevista.

Chegou à Sonae em 2008. quais os principais desafios que o setor da grande distribuição tem enfrentado ao longo destes anos?
Temos vivido contextos económicos muito distintos. Atravessámos períodos muito críticos do ponto de vista económico, ao mesmo tempo que assistimos a um acelerado progresso tecnológico; temos consumidores cada vez mais informados e exigentes, preocupados com o “eu” mas também com o mundo e uma procura incessante pela transparência. O contexto concorrencial também alterou com o surgimento de players internacionais com propostas de valor muito fortes. O contexto em que a Sonae opera, tem evoluído muito, como se pode ver, pelo que tem sido extremamente desafiante para a nossa empresa reinventar-se e fazer vingar a sua proposta de valor, consolidando a sua liderança de mercado.

Em 2019 assumiu a direção de marcas próprias. mas para trás tem um percurso profissional longo, ativo e diversificado…
Formei-me em Economia, tive uma passagem curta pela área dos seguros, e depois trabalhei durante oito anos numa marca de bens de grande consumo, onde comecei na área de vendas, passei pelo marketing (aí fiz uma pós-graduação nesta área) e terminei a liderar a área de trade-marketing. Foi então que quis ir conhecer o outro lado da “mesa”, o lado de quem compra, e entrei para o Carrefour. Não fiquei muito tempo porque, entretanto, a empresa foi comprada pela Sonae e foi assim, que aqui cheguei. A Sonae foi uma agradável surpresa, e deu-me a oportunidade de crescer e fazer o meu percurso na área comercial, onde me mantenho, agora com o desafio das Marcas Próprias.

Que desafios vieram com esse novo cargo? E que competências considera essenciais para ultrapassá-los?
O meu percurso na Direção Comercial, ao longo destes anos, foi evoluindo e acredito que isso foi a principal preparação para este cargo. Para desenvolver uma marca, robustecê-la e fazer vingar e respeitar os seus valores é fundamental ter uma estratégia muito bem definida, suportada e alinhada internamente. Apesar de haver uma equipa dedicada, a responsabilidade de fazer chegar a nossa marca própria aos consumidores é de todos nós, de toda a empresa. Do ponto de vista de competências, é muito importante a resiliência, o foco e a cooperação. Também é importante a capacidade de manter uma mente aberta e alguma dose de humildade para percebermos o que está a acontecer à nossa volta e para agirmos rapidamente, se necessário.

Qual considera ser o principal papel da Marca Própria na distribuição alimentar e na vida dos consumidores?
As marcas próprias nasceram com um propósito, que permanece válido e tem de ser assegurado todos os dias: democratizar o acesso a produtos de qualidade. Mas o papel da marca própria tem vindo a evoluir e os clientes hoje esperam também que a marca os surpreenda com inovação. Por isso, é importante entregarmos algo que seja diferente e que só exista nas nossas marcas. A nossa marca assume também o papel de ajudar os consumidores a adotarem comportamentos mais saudáveis e mais sustentáveis, e temos por isso vindo a alterar o perfi l nutricional dos nossos produtos, uma vez mais garantindo um acesso democrático aos mesmos. Temos a ambição de contribuir ativamente para adoção de sistemas alimentares mais sustentáveis.

Quais são os principais pilares/compromissos da marca Continente?
A marca nasceu com três pilares que mantém até hoje: a Qualidade (intrínseca e percebida), o Preço e a Inovação. Em toda a nossa história temos tido muitos exemplos de sucesso nesta última área, casos em que fomos pioneiros, como o skyr líquido, os gelados à base de aveia e os riced veggies, a título de exemplo. Sobre estes pilares temos acrescentado o nosso compromisso de liderar em matéria de alimentação saudável e sustentabilidade.

Como vê a evolução dos produtos marca própria num futuro a médio prazo?
Vejo com entusiasmo um futuro muito desafi ante para as Marcas Próprias. A evolução que refere passa muito por adotarmos uma estratégia focada na saúde e sustentabilidade. No caso da alimentação saudável, tem havido uma melhoria contínua da composição nutricional dos nossos produtos, reduzindo sal, açúcares, gorduras e aditivos alimentares e procurando soluções enriquecedoras do ponto de vista das vitaminas, proteínas, minerais, etc. No que se refere à sustentabilidade, agimos ao nível das embalagens, otimizando o uso de materiais e assegurando a sua reciclabilidade, mas também ao nível de toda a nossa cadeia de abastecimento, desde a escolha dos produtores, seleção de ingredientes e matérias-primas, que têm de cumprir os mais elevados critérios ambientais e também sociais.

Close & personal
O que não pode faltar no seu friogrífico e despensa? No frigorífico, iogurtes Continente Equilíbrio. Na despensa, o nosso azeite nacional.
Quais os seus pratos preferidos? Sou um bom garfo. Gosto de um bom cozido à portuguesa e bacalhau nas suas mil maneiras.
Qual a sua viagem de sonho? Amei a viagem que fiz sozinha a Bali, de mochila às costas, quando fiz 40 anos. Foi uma experiência que me marcou, pelo contacto com a natureza, pelos momentos de reflexão e introspeção e pelas pessoas que conheci.
Como ocupa os seus tempos livres? Gosto muito de passar tempo com os meus pais e com os meus filhos: a Mariana (17 anos) e o Francisco (dois anos). Gosto de praticar desportos náuticos, particularmente de wakeboard. E gosto de ler.
Um segredo para o seu equilíbrio? Dosear e escolher bem as batalhas que quero travar.

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