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Passadiço do Alamal

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caminhada à beira do Tejo

Acerca de duas horas de Lisboa e a pouco mais de duas horas e meia do Porto, no concelho de Gavião, Alentejo, os amantes de caminhadas têm a oportunidade de fazer um percurso que, embora não seja exigente em termos físicos, como a muitos agrada, compensa pela espetacularidade da paisagem envolvente e pela atmosfera de tranquilidade que ali se respira. Falamos do Passadiço do Alamal, que une a ponte de Belver à praia fluvial do Alamal. Ao longo de pouco mais de dois quilómetros, um corredor de tábuas largas e bem cuidadas, colocadas como teclas de um piano, serpenteia pela margem esquerda do rio Tejo, namorando as suas águas. O percurso é quase sempre plano e suave (existem alguns degraus, mas não muitos), acessível a miúdos e graúdos, e pede para ser feito a um ritmo calmo e contemplativo, para que se possa apreciar devidamente a beleza da fauna e da flora ali existente: patos, cegonhas e grifos, amieiros, sobreiros e loureiros... Entre as sombras das árvores e o chilrear dos pássaros, com a presença dos cheiros campestres típicos do Alentejo, todos os passos são "observados" pelo castelo de Belver, que espreita, ao longe, belo e imponente, do topo da mais alta das colinas. Feita a caminhada rio abaixo, em tempo quente a praia fluvial do Alamal, considerada a pérola do Tejo, é um verdadeiro oásis refrescante para quem deseje dar um mergulho e umas braçadas revigorantes.

Reserva natural da tranquilidade durante o resto do ano, esta praia é o ponto mais concorrido do concelho de Gavião entre os meses de julho e de setembro. Jovens, famílias, campistas (que podem montar tenda gratuitamente) e os hóspedes do Alamal River Club preenchem o areal para umas horas de lazer bem passadas, muitos deles à sombra de um guarda-sol feito de colmo e estirados numa chaise longue, que estão lá para alugar. Nas águas, com uma zona delimitada e vigiada para nadar, é possível andar de caiaque, alugar gaivotas a pedais e fazer prolongados passeios de barco até à zona da colónia de grifos. Depois da caminhada e de umas braçadas no Tejo, é natural que o apetite desperte. É, então, chegada a hora de experimentar os petiscos que o bar-restaurante desta praia tem para oferecer. No regresso ao ponto de partida, à ponte metálica de Belver (que data de 1907 e une Belver a Gavião), é tempo de dar continuidade ao passeio, pois esta terra tem mais encantos para oferecer. Desde logo, o caminho deve fazer-se para cima, para o castelo da freguesia. Considerado um dos mais completos da arquitetura militar medieval portuguesa, foi construído no reinado de D. Sancho I e estava inserido na linha defensiva do Tejo contra as investidas muçulmanas. Depois, para completar o périplo, são obrigatórias as visitas à
Capela de São Brás, à Ermida de Nossa Senhora do Pilar, à Igreja Matriz, à Anta do Penedo Gordo e à Barragem de Belver.

Onde dormir
Herdade da Sanguinheira. Em Longomel, rodeada pelos bucólicos montados e pela planície que parece não ter fim, ergue-se a Herdade da Sanguinheira. Com três casas e 2 villas que acomodam entre duas a seis pessoas, consoante a escolha, neste alojamento de turismo rural vivencia-se a verdadeira experiência alentejana. Ali, aprecia-se o progresso, mas pautam a experiência que oferecem pela oposição aos hábitos mundanos e citadinos. Com uma piscina exterior sazonal e vistas para o jardim, esta herdade oferece ainda comodidades para churrascos, um terraço para banhos de sol e um bar onde os hóspedes poderão saborear uma bebida. Existe ainda um salão de estar partilhado na propriedade e bicicletas de utilização gratuita.

Onde comer
A Lena. Este espaço de restauração fica no apeadeiro da Barragem de Belver, em Mação, numa casa sem pretensões, simples e modesta, onde os sabores da boa comida regional são o motivo que ali leva os seus inúmeros clientes. Do rio que lhe está próximo vêm os ingredientes para as especialidades que chegam à mesa e que vão mudando com o decorrer das estações do ano. Um dos ex-líbris deste restaurante é a lampreia e há quem chegue de longe para a saborear. Mas o sável com açorda e o cabrito, de ensopado ou no forno, também podem ser degustados, desde que se faça a encomenda.

O Castelo. O nome deste restaurante surge-lhe da situação geográfica, pois situa-se junto ao castelo de Belver. Este espaço oferece pratos típicos da região, o que é uma aposta segura. Da sua carta fazem parte, sobretudo, peixes do rio – como o sável, a lampreia, a achigã, o lúcio e o barbo – cozinhados de diversas formas, e carnes na brasa, como novilho, veado, javali, porco e perdiz.

Aproveite a sua estadia na região para desfrutar da boa gastronomia local, como os pratos de peixe do rio e os pratos de caça.

O Bigodes. Trata-se de um restaurante típico, que abriu em 2015 no local do antigo Kabra’s, mas traz consigo a experiência de mais de 30 anos na área da restauração. E isso comprova-se ao ver-se o funcionamento afinado da cozinha e o esmero com que se confecionam os pratos que chegam às mesas. A ementa é sobretudo à base de peixe do rio, como as carpas, a fataça e o sável, de caça e de pratos regionais. Na sua época, a lampreia também reúne aqui muitos apreciadores. A garrafeira é variada.

INFORMAÇÕES

Herdade da Sanguinheira
Longomel, Ponte de Sor
Tel.: 938 196 208; 930 438 624


A Lena
Estrada da Barragem, Monte Novo
(apeadeiro da Barragem de Belver)
Tel.: 241 573 457


O Castelo
R. Dom Nuno Álvares Pereira, Belver
Tel.: 241 635 05


O Bigodes
Estrada da Barragem, 2, Ortiga
Tel.: 964 677 705

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