Um verdadeiro "super fruto" | Chef Continente
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Alimento Autêntico

Um verdadeiro "super fruto"

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Muita cor e sabor à sua mesa

Muita cor e sabor à sua mesa

O tomate é um “super fruto” que ajuda a prevenir doenças cardiovasculares e alguns tipos de cancro. Quanto mais vermelho estiver, maiores serão os seus benefícios para a saúde. 
Sabe-se que o tomate é originário da América e alguns atribuem o seu cultivo e origem à civilização inca do antigo Peru, mas outros creem que é originário do México e que foi “domesticado” pela civilização asteca. Certo é que a sua introdução na Europa deu-se graças aos conquistadores espanhóis, que levaram as sementes para Espanha no século XVI e daí as difundiram através das trocas comerciais. Nos primeiros tempos, este fruto era visto essencialmente como ornamental e considerado tóxico em alguns meios, mas, aos poucos, foi ganhando espaço nos usos culinários europeus, e não só, pois há registos de que no final do século XVI já se utilizava o tomate no Egito e na Turquia e também na Ásia.
No começo do século XIX, o tomate já era cultivado nas regiões do sul da Itália e da França e também na Espanha, sendo depois exportado para o norte da Europa. Porém, na América do Norte, a sua utilização ainda era vista com alguma desconfiança e conta-se que foi precisa uma peça teatral para acabar com os mitos: em 1820, um ator num teatro de Massachussets comeu um tomate em frente ao público, sem morrer envenenado.
Hoje já ninguém duvida das propriedades do tomate e das suas múltiplas vantagens para a saúde humana. Da família das solanáceas, primo das beringelas, dos pimentos e pimentões, o tomate (de nome científico solacum lycopersicum ou lycopersicum esculentum) é fonte de diversas vitaminas e sais minerais, mas os seus benefícios variam consoante a forma como é consumido. 

Se for cru, em saladas ou mesmo em sumos, o seu aporte de vitamina C é maior, mas se, pelo contrário, for consumido cozido, torna-se mais fácil a absorção de licopeno pelo organismo.
Este pigmento vermelho (que é, tal como o betacaroteno presente nas cenouras, um carotenoide) é reconhecido como um elemento que previne o aparecimento de várias doenças, entre elas o cancro da próstata, da mama, dos pulmões e as doenças cardiovasculares. Esta substância, que também se encontra nas melancias, goiabas, papaia e frutas vermelhas é um importante antioxidante que protege as células dos danos dos radicais livres. A melhor fonte de licopeno é o tomate maduro cozido, especialmente se for combinado com uma pequena quantidade de gordura monoinsaturada, como a do azeite virgem – por isso se considera que a utilização de molho de tomate caseiro na confeção das refeições semanais é uma forma de beneficiar toda a família.
Outro elemento em que é rico o tomate é o potássio, mineral indispensável ao correto funcionamento do organismo, com efeito sobre o controlo da pressão arterial elevada e no tratamento da retenção de líquidos. O tomate contém ainda magnésio, fundamental para a atividade das enzimas; manganês, vital na formação da estrutura óssea; fósforo, que ajuda o corpo a processar a vitamina E, é indispensável na conversão dos alimentos em energia; e ferro, indispensável para evitar a anemia.
Por outro lado, tratando-se de uma excelente fonte de água e com um valor calórico muito reduzido, é um alimento útil em qualquer dieta de emagrecimento. Além disso, a sua versatilidade permite-lhe ser incorporado com grande facilidade à dieta regular da família, seja em saladas, molhos, doces, guisados, assados, massas, etc.
Com o verão em pleno, saiba ainda que, graças ao licopeno, o tomate é um importante aliado para garantir um bronzeado bonito e reforçar as defesas da pele contra os efeitos nocivos dos raios solares. Por isso, garanta a saúde da pele da sua família e seja criativa, usando e abusando do tomate na cozinha

 

VALOR NUTRICIONAL

(por cada 100 g de parte edível)


Energia - 221 kcal
Água - 93,5 g
Proteína - 0,8 g
Hidratos 
de carbono - 3,5 g
Fibra alimentar - 1,3 g
Vitamina A -  85 ug
Caroteno  - 510 mg
a-Tocoferol - 1,2 mg
Vitamina C - 20 mg
Folatos - 17 ug
Cinza - 0,54 mg
Sódio - 13 mg
Potássio - 253 mg
Cálcio - 11 mg
Fósforo - 17 mg
Magnésio - 11 mg
Ferro - 0,7 mg
Zinco - 0,1 mg

(Fonte: Tabelas 
de Composição dos 
Alimentos, Instituto 
Nacional de Saúde 
Dr. Ricardo Jorge)

A BASE DA PIZA REAL

Raffaele Esposito, que é considerado por muitos o pai da piza moderna, foi um napolitano do século XIX, dono de uma taverna chamada Pizzeria di Pietro e Basta Cosi. A piza começou por ser um prato usado pelas classes mais baixas para misturarem vários ingredientes que, de outra forma, seriam desaproveitados. Esposito foi então convidado a criar uma piza em homenagem à rainha Margherita di Savoia.Por considerar que a tradicional base de alho seria demasiado agressiva para o paladar real, ele e a mulher desenvolveram uma versão que continha tomate, queijo mozarela e manjericão, que recriava o vermelho, o branco e o verde da bandeira italiana. A rainha muito apreciou o prato, escrevendo uma carta de recomendação que Esposito oportunamente usou para promover o seu negócio. E como não poderia deixar de ser, a piza foi batizada como piza Margherita.
 

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