Robalo | Chef Continente
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Alimento Autêntico

Robalo

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Muito apreciado na gastronomia portuguesa,

Portugal é o terceiro consumidor mundial de peixe (apenas ultrapassado pela Islândia e Japão) e o maior consumidor da União Europeia. Adoramos este alimento, não há dúvida, talvez porque o nosso é “o melhor peixe do mundo”. Podemos dizê-lo sem peneiras ou mania de grandezas, até porque as palavras vieram de terceiros: chefs de renome internacional como Ferran Adriá admitiram o facto; um dos melhores restaurantes de Nova Iorque, o Per Se, abastece-se de peixe português, que lá chega transportado de avião.
Não admira, por isso, que o nosso robalo, da espécie Dicentrarchus labrax, um dos mais nobres habitantes da costa marítima portuguesa, faça as delícias de qualquer um, com a sua carne branca, delicada, firme, mas leve e com poucas espinhas.

A frota portuguesa opera quase exclusivamente na zona costeira, principalmente até às seis milhas. Nestas áreas de pesca, essa frota, composta sobretudo por embarcações de pequeno porte, opera com diversas artes que têm passado de geração em geração como, por exemplo, as redes de emalhar e de tresmalho, as armadilhas e as artes de pesca à linha. Há robalo noutros pontos, é certo,
desde o canal da Mancha até ao Senegal, passando pela Noruega e pelo Mediterrâneo. Mas, oceanógrafos e biólogos marinhos, dos Açores e não só, concordam que as condições naturais do nosso mar (que conjuga planura, profundidade, temperatura e biodiversidade) explicam a qualidade do pescado português. Somos um povo privilegiado com o que o nosso Atlântico nos oferece.

VERSATILIDADE GASTRONOMICA
Sabemos tirar partido deste peixe que em algumas zonas de França foi apelidado de “lobo-do-mar”, devido à sua grande voracidade. Gostamos dele simplesmente grelhado (escalado ou não), ao sal, assado no forno, cozido, a vapor, em ceviche, em sushi, em filetes, em caldeiradas, em massadas, em sopas… Há limite para o seu uso culinário? Possivelmente não, desde que haja imaginação.

CARACTERÍSTICAS
O robalo, em adulto, vive em águas costeiras, até uma profundidade de 100 metros, bem como em águas de baixa salinidade junto aos estuários e lagoas costeiras (no verão), podendo, ocasionalmente, ser encontrado em rios. Os exemplares juvenis formam cardumes em conjunto com outras espécies e os adultos vivem solitários. Reproduz-se de janeiro a abril e é um predador voraz, alimentando-se de crustáceos, moluscos e peixes.

BENEFÍCIOS
Este peixe fornece diferentes vitaminas do complexo B, nomeadamente tiamina, niacina, vitaminas B6 e B12. Estas vitaminas têm diversos papéis no organismo e o seu aporte adequado é importante para manter o normal funcionamento dos sistemas nervoso e imunitário, para uma adequada função cardíaca e psicológica e para o normal metabolismo de produção de energia, promovendo, ainda, a redução do cansaço e fadiga.

CURIOSIDADES
-É a terceira espécie mais produzida por aquicultura em Portugal, depois do pregado e da dourada.
-Sendo um peixe predador, o robalo tem sentidos muito apurados, sobretudo a visão: consegue distinguir a maioria das cores e tem uma perceção muito sensível no que diz respeito a captar pequenos movimentos. Esta capacidade indica-lhe quando há uma presa para atacar.
-É um peixe solitário, mas quando se trata da defesa do território, junta-se em grandes cardumes para afastar os intrusos. Em especial os juvenis, são vistos a nadar em conjunto com outras espécies.

Como escolher
Quando for comprar robalo, tenha em conta os seguintes aspetos:
Olhos: brilhantes, convexos e translúcidos.
Brânquias ou guelras: rosa-avermelhado e sem muco.
corpo: alongado, rijo.
Escamas: fi nas e brilhantes.
cor: pigmentação branca prateada.
Odor: a mar.
Nota: o robalo está disponível para consumo ao longo de todo o ano.

Como conservar
o peixe deve ser o último produto a adquirir no supermercado, pois é um alimento muito perecível. ao transportá-lo, não deve sobrepor-se sobre o mesmo nenhum outro produto. em casa, coloque o robalo de imediato no frigorífi co até ao momento da sua confeção.

Como consumir
Muito apreciado na culinária portuguesa, o robalo é um peixe multifacetado a nível culinário. Pode ser consumido inteiro, escalado, em posta ou fi letes - estes últimos podem ser preparados pelos especialistas das nossas peixarias. Quanto ao modo de confeção, recomendamos grelhá-lo ou fazê-lo ao sal, pois são opções mais saudáveis.

INFORMAÇÃO NUTRICIONAL

Composição por cada 100 g de parte edível de robalo:

ENERGIA: 19 kcalÁGUA: 71,8 gENERGIA: 145 kcal ÁGUA: 71,8 g PROTEÍNA: 18,5 g GORDURA TOTAL: 7,9 g ÁCIDOS GORDOS SATURADOS: 1,8 g ÁCIDOS GORDOS MONOINSATURADOS: 2,0 g ÁCIDOS GORDOS POLINSATURADOS: 1,7 g ÁCIDO LINOLEICO: 0,4 g COLESTEROL: 52 mg VITAMINA A: 36 μg VITAMINA D: 5,0 μg A-TOCOFEROL: 0,17 mg TIAMINA: 0,26 mg RIBOFLAVINA: 0,084 mg NIACINA: 2,7 mg VITAMINA B6: 0,49 mg VITAMINA B12: 1,3 μg VITAMINA C: 0 mg SÓDIO: 95 mg POTÁSSIO: 346 mg CÁLCIO: 52 mg FÓSFORO: 234 mg MAGNÉSIO: 38 mg FERRO: 0,4 mg ZINCO: 1,2 mg
fonte: Tabela da Composição dos Alimentos, instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge.

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