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Alimento Autêntico

Pêssego

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Nativos da China muito apreciados no mundo

Delicados, deliciosos, divinais...

Devido à sua designação científica, Prunus pérsica, durante muito tempo julgou-se que os pêssegos seriam originários da Pérsia (o atual Irão). No entanto, sabe-se hoje que a sua origem é chinesa, havendo referências da sua existência no Império do Meio que remontam ao século XX a.C., onde eram apreciados pela nobreza e considerados como símbolo de longevidade e
imortalidade.

Com o surgimento da Rota da Seda, que ligava a China à Turquia, os pêssegos terão chegado ao Irão, onde foram largamente cultivados, e daí ter-se-ão disseminado pela Europa, onde chegaram às mesas de gregos e romanos da Antiguidade, sendo conhecidos por estes últimos como Malus persicum ou maçã da Pérsia.

Na Idade Média, Era de obscurantismo, os curandeiros viram nos pêssegos um fruto venenoso, mas nos séculos XVI e XVII, já cultivados por todo o Velho Continente, eram apreciados por todos e a França tornou-se o principal centro de produção da espécie. Em Inglaterra, durante o reinado da rainha Vitória, tornaram-se um símbolo de requinte, sendo servidos em jantares de cerimónia.

Variedades há muitas

Na atualidade, este é um dos frutos mais largamente difundidos por todo o globo, estimando-se a sua produção mundial e anual em cerca de 15 milhões de toneladas, distribuídas por uma superfície de 1,4 milhões de hectares, de acordo com os dados da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação).

Em Portugal, as principais regiões produtoras são o Ribatejo, Oeste, Palmela, Algarve, Campo Maior, Vilariça e Cova da Beira, possuindo esta última a designação de IGP (Indicação Geográfica Protegida). São muitas as variedades em que este fruto se apresenta, mas podem, grosso modo, ser incluídas em quatro grupos: pêssegos de polpa amarela, pêssegos de polpa branca, nectarinas e pavias. No nosso país, cerca de 95% dos pêssegos produzidos possuem polpa amarela, sobretudo as variedades semitardias e tardias. Em relação à pele que os reveste, aveludada ou lisa, consoante a variedade, pode ser vermelha, rosada, amarela, branca ou uma mistura destas cores.

Há também uma outra forma de classificar este fruto, esta mais popular: costuma-se dizer que existem os "de abrir”, cuja polpa se solta com facilidade do caroço, e os "de roer”, cujo caroço é aderente à polpa.

São muitas as variedades em que este fruto se apresenta, mas podem, grosso modo, ser incluídas em quatro grupos...

Saborosos e saudáveis

Com um aroma delicado e sabor irresistível, quase divinal, os pêssegos são leves, sumarentos e refrescantes - um autêntico fruto do verão que conquista o paladar de miúdos e graúdos.

Maioritariamente são consumidos ao natural, simples ou acrescentados a saladas de fruta, transformados em sumo ou integrando os smoothies que agora estão tão na moda em regimes detox. Mas devido à sua versatilidade, podem também ser saboreados como ingrediente de receitas salgadas e doces, grelhados, enlatados em calda, em geleia, compota e doce, em licores e cocktails e até desidratados (secos). Para benefício da saúde, a infusão das folhas e flores do pessegueiro são calmantes. Quanto ao fruto em si, contrariamente ao que poderia pensar-se devido ao seu doce sabor, não possui grande aporte energético (é constituído por cerca de 87% de água), pelo que é utilizado em dietas de emagrecimento, já que atua como diurético, laxante e depurativo.

Tal como nos outros frutos de coloração amarela ou alaranjada, o pêssego contém betacaroteno, que lhe confere uma ação antioxidante e previne o envelhecimento precoce e o aparecimento de doenças degenerativas, cardiovasculares e do foro oncológico, como o cancro da mama e do cólon.

Além disso, é anti-inflamatório, ajuda a evitar problemas do sistema nervoso, combate a insónia e melhora o estado de ânimo, protege o sistema imunológico e a saúde dos olhos e também auxilia na manutenção da beleza da pele, cabelos e unhas.

Costuma-se dizer que existem os pêssegos "de abrir”, cuja polpa se solta com facilidade do caroço, e os "de roer”, cujo caroço é aderente à polpa.

COMPOSIÇÃO

O pêssego pertence ao grupo dos frutos e derivados. Os valores indicados referem-se a cada 100 g de parte edível.

Energia: 38 kcal
Água: 87,5 g
Hidratos de carbono: 8,1 g
Fibra alimentar: 2,3 g
Vitamina A: 67 μg
Vitamina C: 4,0 mg
Cinza: 0,45 g
Sódio: 3,0 mg
Potássio: 160 mg
Cálcio: 8,0 mg
Fósforo: 20 mg
Magnésio: 8,0 mg


Fonte: Tabela de composição dos alimentos portugueses (Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge)

OS FAMOSOS PÊSSEGOS MELBA

Os pêssegos Melba são uma das mais célebres criações da cozinha francesa, nascida do génio criativo de Auguste Escoffier. Esta sobremesa foi inventada pelo famoso cozinheiro em 1983 no Savoy Hotel de Londres, em homenagem à soprano australiana Nellie Melba. A receita original consistia em pêssegos descascados embebidos num xarope de baunilha, servidos numa taça sobre uma camada de gelado de baunilha. Anos mais tarde, Escoffier decidiu apurar a sua criação e acrescentou-lhe um coulis (molho) de framboesa.

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