As couves e os grelos | Chef Continente
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Alimento Autêntico

As couves e os grelos

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A sua saúde 
em boa companhia

Muito mais do que uma data convencional, o Natal é uma festa de sentimentos e de sentidos. É essencialmente um tempo reservado à comunhão da família, que se reúne à volta de uma mesa repleta de alimentos e decorada a preceito. Por este motivo, comece já a selecionar, de entre as muitas variedades de produtos hortícolas, as que mais aprecia para celebrar a sua consoada em autenticidade e de forma saudável. Fique a saber o que as couves e os grelos
podem fazer pela sua saúde, numa época em que os excessos alimentares são tão frequentes.

A couve é originária da costa ocidental europeia e o seu cultivo remonta ao período Neolítico. São legumes de variedade de cores e tamanhos, que diferem muito em termos morfológicos, pelo que a sua descrição se torna difícil. Independentemente da coloração, todas as variedades apresentam folhas com textura macia. Relativamente ao sabor, a couve verde e a roxa apresentam um sabor mais definido. As variedades de cultivo mais comuns no nosso país são a couve tronchuda, conhecida por couve portuguesa, a couve galega, a couve lombarda ou de Sabóia, a couve-de-
-bruxelas, a couve-rábano, a couve-flor, a couve-chinesa, o repolho, a couve-nabo e os brócolos. Os grelos, por outro lado, pensa-se que sejam originários da Europa ou da Ásia Central, possuem a aparência de um talo mais ou menos grosso do qual saem algumas folhas verdes e no extremo as flores. Tanto as couves como os grelos estão disponíveis durante todo o ano, atingindo o seu melhor durante os meses de outono e inverno. 

Couves, sempre. Se a ideia é preservar a saúde e ficar longe da doença, as couves e os grelos não podem faltar na sua mesa. São alimentos muitos ricos em nutrientes, nomeadamente em vitaminas A, B, C, K e E, potássio, ferro, fósforo, cálcio, cobre e compostos de enxofre. Também entram na sua constituição os hidratos de carbono e as fibras e, em menor quantidade as proteínas e as gorduras. O seu alto teor de água faz que sejam alimentos com baixo valor calórico mas que no entanto satisfazem muito bem o apetite, pelo que são recomendados em regimes alimentares pouco calóricos.

Também contêm grande variedade de antioxidantes (bioflavonoides e betacaroteno), e substâncias designadas glucosinolatos, agentes incumbidos de proteger as plantas contra o ataque de insetos, que ajudam a reduzir o risco de cancro do intestino, cancro da mama e doenças cardiovasculares. O facto de serem ricos em cálcio e fósforo, faz que sejam alimentos importantes na formação e manutenção dos ossos e dentes, podendo ser considerados um substituto parcial do leite e, por este motivo, também recomendados para pessoas que padeçam de osteoporose.

Estas hortaliças são um ótimo remineralizante para o organismo, com ação laxativa pela sua grande quantidade de fibras, principalmente celulose. Alimentos com ação anti-inflamatória e diurética, que ajudam a baixar o teor de açúcar no sangue, o seu uso medicinal tem especial relevância nos problemas digestivos, gastrites, úlceras pépticas, colite e diverticulite.

Como estimulante do sistema imunitário são benéficos no tratamento de constipações comuns e catarro, laringite e outras infecções do trato respiratório.

A abundância de compostos de enxofre, presentes nestes alimentos, também faz deles um remédio eficaz no combate ao reumatismo e à artrite. 

Alimentos versáteis. Tanto as couves como os grelos são legumes que combinam com quase tudo -– carne, peixe, massa, arroz, tartes ou sopas – é tudo uma questão de imaginação e, por serem tão versáteis, são considerados um dos melhores acompanhamentos da culinária mediterrânica. Na época natalícia estes legumes tendem a aparecer com regularidade na mesa dos portugueses, como acompanhamento do bacalhau, do cabrito ou do borrego. Lembre-se que por serem alimentos ricos nutricionalmente e com baixo valor calórico podem e devem ser consumidos em abundância.

Cozer é a forma mais comum de cozinhar couves e grelos. No entanto, muitos dos ingredientes
ativos neles contidos perdem-se durante a cozedura prolongada, pelo que devem ser cozidos em pouca água, caso contrário convém aproveitar o seu caldo, por exemplo para uma sopa. A melhor forma de os consumir é prepará-los a vapor ou salteá-los e, no caso da couve, pode ser sob a forma crua, em saladas ou sumos, embora disfarçando o seu sabor forte e amargo com outro legume mais doce (por exemplo, com cenoura e beterraba).

A nível mundial a China lidera a produção de couves, seguida da Rússia, Polónia e Japão. Em Portugal nos últimos anos tem-se verificado quer um aumento da superfície quer da produção deste alimento. As couves cultivam-se por todo o país, pois não são exigentes em termos de solos. No entanto, produzem melhor em solos de pH neutro e em climas amenos e temperados. É na região do Ribatejo e Oeste que existe a maior produção deste legume, seguida de Entre Douro e Minho, Beira Litoral e Alentejo. Por outro lado, a produção de grelos de nabo e grelos de couve tem bastante expressão na Beira Litoral sendo o concelho de Mira a principal região produtora, principalmente o mercado de Carapelhos (conhecido como a terra mãe do grelo de nabo em Portugal).

Para melhor aproveitar tantas propriedades e nutrientes, é preciso ficar atento na hora da compra.
A coloração e textura das folhas sinalizam se a verdura está em condições para o consumo. As folhas devem estar com aspecto de produto fresco, ou seja, sem manchas escuras ou amarelas e com os talos firmes. Devem ser conservados na gaveta do frigorífico dentro de um saco de plástico, de forma a preservar os seus teores de vitamina C.

8 verdades sobre as couves

1. O sumo de couve é um agente natural depurativo e purificador. Recomenda-se ingerir um copo pequeno de sumo de couve todas as manhãs durante algumas semanas para o tratamento da inflamação do trato digestivo.

2. Normalmente, as couves são bem toleradas por todos, mas por serem de difícil digestão, podem potencializar flatulência.

3. As diferentes variedades de couves foram obtidas a partir da espécie selvagem, conhecida há séculos, através de cruzamentos e seleções para atender às diferentes condições climáticas. 

4. O sumo de couve pode ser aplicado diretamente na pele para o tratamento de eczema e acne.

5. O sumo de couve aplicado nos cabelos diariamente é útil no combate à queda de cabelo e à seborreia.

6. Há milhares de anos que os benefícios terapêuticos da couve são conhecidos e apreciados por toda a Europa. Estes alimentos serviam tanto para fins alimentares como medicinais. 

7. As folhas de couve podem ser usadas para preparar cataplasmas no tratamento de feridas, fraturas, entorses e queimaduras.

8. As folhas de couve aplicadas diretamente nas pálpebras podem aliviar inflamações localizadas.

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