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Como Guardar a Garrafa

Descubra como manter o vinho nas melhores condições

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Pode dizer-se que a elaboração do vinho é um processo que nunca acaba, por se tratar de um produto vivo, que continua a evoluir até ser consumido. Por isso, a forma como é acondicionado é de extrema importância. Efetivamente, o recipiente escolhido deve permitir que o vinho envelheça de forma adequada e se conserve até ser consumido. Para isso, é preciso que o mesmo apresente determinadas características.

A garrafa

Com a introdução na garrafa de vidro conseguiu-se, pela primeira vez, manter o líquido hermeticamente fechado, o que permitiu aumentar a sua vida útil, impedindo-o de se transformar precocemente em vinagre.

Atualmente, a maioria dos vinhos são comercializados em garrafas dos mais diversos formatos, cores e tamanhos.

Quanto ao formato, as garrafas podem ser:

Bordalesa – originária da zona de Bordéus, é a garrafa mais usada para os vinhos. O facto de ter “ombros” altos e “pescoço” abrupto dificulta a passagem de sedimentos para o copo.

Borgonhesa – originária da região da Borgonha, é das mais antigas. Larga e curta, tem um aspeto mais estilizado, graças a um “pescoço” mais gradual e aos “ombros” em pendente. É o formato escolhido para os vinhos Dão DOC.

Renana – originária da região alemã do Reno, apresenta um formato alongado e estreito, com os “ombros” pendentes.

Alsaciana – originária da região da Alsácia, é a mais alta e delgada. Em Portugal, é usada sobretudo na região dos Vinhos Verdes.

Quanto ao tamanho, as garrafas podem conter vários volumes:

Meia-garrafa com 37,5 cl de capacidade;

Garrafa comum com 75 cl de capacidade;

Garrafa magnum com 1,5 L de capacidade.

A rolha

A rolha não é um elemento de menor importância na embalagem do vinho: é a sua estrutura que permite isolar o líquido do oxigénio e dos microrganismos, contribuindo assim para uma melhor conservação.

Em Portugal usam-se quase exclusivamente rolhas de cortiça, que se obtém do sobreiro.

O tipo de rolha é escolhido, sobretudo, em função da qualidade do vinho a que se destina:

As naturais feitas a partir de uma só peça de cortiça. São recomendadas tanto para vinhos de consumo rápido como para os de estágio médio e prolongado;

As naturais multipeça consistem em duas ou mais metades de cortiça coladas entre si. São mais usadas em garrafas de grande formato e não são recomendadas para estágios longos;

As naturais colmatadas resultam do preenchimento dos poros de rolhas de cortiça com pó de cortiça, que é fixado com uma cola à base de resina e borracha natural. Podem ser usadas em garrafas destinadas a estágios de duração média;

As técnicas são constituídas por um corpo de cortiça aglomerada e discos de cortiça natural colocados numa ou ambas as extremidades. Podem ser usadas em vinhos que se destinam a ser consumidos num prazo de 2 a 3 anos e apenas se recomendam para estágios de curta duração.

As aglomeradas são feitas a partir de granulados de cortiça proveniente das sobras da produção. Além de ser uma solução económica, permite, simultaneamente, uma vedação perfeita por um período máximo de 12 meses.

As capsuladas são constituídas por um corpo de cortiça natural ou colmatada ao qual se fixa uma cápsula de outro material, como madeira, plástico, porcelana, ou metal. Normalmente são utilizadas em vinhos licorosos e bebidas espirituosas.

Cheiro a rolha
Conservação do vinho

Os vinhos (brancos e tintos) sofrem várias alterações à medida que envelhecem. A forma como são guardados influencia o seu desenvolvimento. Após um envelhecimento mais ou menos prolongado, a cor, o aroma e o sabor modificam-se, em consequência de várias alterações que ocorrem nos componentes do vinho, como os ácidos e os taninos.

Nem todos os vinhos são bons para guardar. Mas, de qualquer forma, convém não esquecer que o local e a forma como as garrafas são armazenadas são fatores determinantes para assegurar uma conservação adequada e evitar surpresas na altura de provar o vinho.

Conservar
A Temperatura

O comportamento do vinho varia substancialmente conforme a temperatura a que é conservado. Se for demasiado baixa (abaixo dos 0ºC), o vinho pode congelar.

0ºC até 10ºC – o envelhecimento é demasiado lento.

Acima dos 15ºC – o envelhecimento pode ser demasiado rápido.

Assim sendo, a temperatura favorável à conservação do vinho oscila entre 12 e 14ºC. No verão, esses valores podem ser um pouco superiores e, no inverno, um pouco inferiores; no entanto, a variação das temperaturas de verão e inverno não deve ultrapassar 4 a 5ºC (para cima e para baixo).

A Luz

Quanto mais escuro for o local de armazenamento melhor! Alguns dias de sol direto nas garrafas bastarão para o prejudicar irremediavelmente, sobretudo se as garrafas forem transparentes.

As Vibrações

O repouso absoluto beneficia o bom envelhecimento de um vinho. Por este motivo, evite guardá-lo junto de um frigorífico ou de uma máquina de lavar.

A Ventilação

É desejável evitar cheiros suscetíveis de alterar o sabor e aromas do vinho, mantendo o local de armazenagem convenientemente arejado. É por isso desaconselhável guardar químicos, tintas e outros produtos no mesmo local.

A Humidade

A humidade relativa adequada à conservação do vinho é de 60%, mas pode subir até 75%, sem que os efeitos sejam muito negativos. Acima disso, existe o risco de formação de bolores, que podem danificar os rótulos e as rolhas.

A humidade excessiva pode ser combatida espalhando areia no chão, pondo sal de cozinha num recipiente (se for um espaço pequeno) ou utilizando um desumidificador. Mas também se devem evitar valores muito baixos, pois as rolhas podem secar, favorecendo assim uma certa evaporação do vinho.

A Posição

As garrafas de vinho devem ser guardadas na horizontal, isto porque uma garrafa deitada permite que o vinho embeba a rolha, melhorando a função desta e fazendo com que a quantidade de oxigénio que penetra na garrafa através da rolha seja praticamente nula.

Se assim não for, a rolha pode secar e encolher, permitindo a entrada de ar e a consequente oxidação do vinho e mesmo a sua evaporação.