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Há vinhos femininos e masculinos?

| Comer, Beber e Lazer

08-03-2017 17:03

Nem sempre assim foi, mas hoje em dia é possível falar em feminino nos vinhos sem a carga depreciativa de se tratarem de vinhos mais fracos de estrutura, mais leves ou docinhos. No fundo, um estereótipo falacioso criado para vinhos mais delicados, elegantes e com notas a cor de rosa.

Com efeito, a mulher desempenha atualmente um papel mais ativo e, em alguns casos, determinante no vinho, quer seja apenas no plano como consumidor, quer seja no papel de enóloga, produtora ou em cargos de direção e decisão em empresas produtoras de vinho. Falar em vinhos femininos, ainda para mais com o Dia da Mulher em pano de fundo, faz por isso todo o sentido.

Verdadeiramente chegaremos à conclusão que não existem os tais vinhos femininos, porque as mulheres que gostam de bebe-lo gostam do mesmo que os homens, ou seja, bom vinho, e vinho bem feito é apreciado da mesma forma por ambos os sexos. Em Portugal temos cada vez mais interessadas e consumidoras ativas de vinho, temos cada vez mais mulheres com formação em vinho, como escanças e como enólogas de sucesso, como mulheres em lugares de decisão que anteriormente estavam apenas destinados ao sexo masculino.

Se há vinhos que recolhem mais a preferência das mulheres e outros que recolhem mais a preferência dos homens, isso até se pode aceitar. O que não se pode acreditar é que há vinhos feitos para obterem esta resposta. De norte a sul do país e também nas Ilhas temos vinhos feitos ou dirigidos por mulheres, que sem o sabermos passam pelos nossos copos e recolhem as nossas preferências. Não há qualquer distinção. Não há enólogos do sexo masculino a produzir vinho só para homens e enólogos do sexo feminino a fazê-los apenas para as mulheres.

No Dia da Mulher, e em qualquer dia do ano, os vinhos femininos podem ser qualquer vinho e pode não ser nenhum. Um grande tchim, tchim às nossas Mulheres no vinho.

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