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Vinhos para o almoço de Páscoa

| Teresa Gomes

21-03-2018 09:03

Em Portugal, as tradições da Páscoa estão intimamente ligadas à comida ou não fosse o final da Quaresma e, por isso, a mesa do Domingo de Pascoa é farta em carne, seja cabrito ou borrego, ou mesmo na versão de folar de carnes como acontece mais a Norte. É claro que o vinho também não pode faltar. No final um queijo da Serra D.O.P. Seleção Continente, pão de ló ou um folar doce para arrematar. Já está com apetite e sede como eu? Venha daí que vou ajudá-lo, pelo menos a matar a sede.

O cabrito é uma carne de festas, sendo a principal a Páscoa. Em algumas regiões rivaliza com o borrego, as confeções e tradições de consumo são muito próximas, mas pedem vinhos diferentes.

Quanto ao cabrito estamos a falar de uma carne jovem em que o animal apenas amamentou. Se optar por cabrito assado em forno de lenha, escolha um vinho tinto com taninos suaves. Ou de uma colheita antiga e por isso os taninos estam suavizados pelo passar do tempo, ou se jovem, com eles domados.

Os taninos são uma componente do vinho, sempre presente nos tintos porque está presente na pelicula dos bagos de uva, podendo também ser proveniente do engaço. Enquanto aprecia um vinho tinto vai identificar os taninos pelo facto da sua boca ficar habitualmente seca, rugosa, encortiçada. Por vezes há também associado um sabor seco. Podemos descrever esta sensação dizendo que o vinho é áspero, duro, adstringente ou mesmo taninoso. Um vinho assim iria ofuscar os sabores delicados do nosso prato de cabrito.

Há castas mais ricas do que outras em taninos, em destaque a Cabernet Sauvignon, Aragonês, Baga ou a Petit Verdot. Mas não é caso para se assustar de cada vez que levar um copo de vinho tinto à boca, a maior parte dos vinhos apresenta taninos ainda que vincados, “arredondados”, como por exemplo o vinho Contemporal Selection Douro.

No dia de Páscoa, não ponha contudo de lado a opção por um vinho branco, muito em especial se a tradição aí em casa recair num estufado ou ensopado de cabrito. Os molhos destes pratos a convidar o pão, vão apreciar a frescura e o caráter estruturado de, por exemplo, um vinho branco Premium.

Já o borrego precisa de vinhos com mais corpo. É uma carne de aroma e sabor intenso e a sua gordura convida a vinhos jovens, vibrantes com acidez presente. É uma das carnes mais apreciadas nesta época do ano na região alentejana e por isso porque não acompanhá-lo com um vinho da mesma região? Eu cá já comprei o Guarda Rios Signature e aguardo ansiosa por o beber.

Já a terminar no capítulo dos doces, sugiro um Vinho do Porto Contemporal Tawny 10 ou 20 Anos, o truque para o apreciar a sério é refrescar o vinho e bebê-lo por volta dos 14ºC. Mas acima de tudo o segredo para uma harmonização perfeita será ter a mesa rodeada de familiares. Desfrute e votos de uma feliz Páscoa.

 

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