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Vinho da Madeira: Um tesouro por descobrir

| Aníbal Coutinho

18-07-2017 00:07

Descoberta em 1419, a Ilha da Madeira cedo despertou o interesse do Infante D. Henrique que investiu nas culturas da vinha e da cana-de-açúcar. As primeiras plantas de Tinta Negra, a casta mais disseminada da ilha, terão sido levadas dos portos de Lisboa ou do Algarve. A partir do séc. XVII, a aguardentação do vinho da Madeira tornou-se uma prática comum por garantir a estabilização do néctar durante as longas viagens marítimas para mercados distantes. A produção de 4 milhões de litros do vinho generoso DOC Madeira torna este produto numa raridade mundial. Produto inimitável, é mais amado e compreendido na América do Norte, Inglaterra ou Japão do que em Portugal Continental. A celebração da independência dos Estados Unidos, em 1776, foi comemorada com um brinde de vinho Madeira!

Castas Nobres

Quatro são as castas brancas vinificadas para a qualidade superior dos vinhos Madeira. A cada uma está atribuída a um teor de doçura diferente: Sercial (Vinho Seco), Verdelho (Meio-Seco), Boal (Meio-Doce), Malvasia ou Malmsey (Doce). Há registos da importação da Grécia da casta Malvasia. Muito rara, a quinta casta nobre Terrantez aparece em poucos produtores. Sobre estas uvas dizem o madeirenses que “não as comas nem as dês, para vinho Deus as fez”.

Vinhos de Sobremesa: dos básicos às raridades

Os vinhos Madeira básicos são elaborados através de estufagem (aquecimento por convexão em cubas de inox ou cimento) e não podem ser comercializados antes de 31 de outubro do segundo ano seguinte à vindima. As categorias especiais baseadas nas castas nobres evoluem em barricas, cascos ou toneis durante um mínimo de 2 anos e dão origem a vinhos de uma só colheita ou com indicação da idade média. Companhia ideal para as sobremesas doces conventuais, os vinhos de canteiro, como são designados aqueles estagiados em cascos, só poderão ser comercializados, decorridos pelo menos 3 anos, contados a partir de 1 de janeiro do ano seguinte ao da vindima.

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