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Vinho e... doces de Natal

| Gourmets Amadores

22-12-2017 10:12

A toalha de linho com ramos de azevinho bordados a verde e vermelho tem ao centro o Rei de todos os bolos de Natal. Ao seu lado espera um altivo bolo Rainha que há-de fazer as delícias dos detratores da fruta cristalizada, iluminado por velas em castiçais dourados. Sonhos e rabanadas chamam pelos mais gulosos, que não resistem à calda, enquanto o pudim disfarça bem a riqueza do seu interior feito de gemas e toucinho. Mais atrás fica a aletria e o arroz doce, meio sozinhos sem o leite-creme, com canela a desenhar corações e frutos secos a decorar as travessas. Sem conseguir competir com a exuberância dos seus pares, ali ao canto esconde-se à vista de todos um prato pequeno de maravilhosas azevias.

Cumpre-se o espírito da época quando as melhores garrafas de Porto e Moscatel de Setúbal deixam o frio para se juntar à festa. Se o primeiro faz boa companhia ao Rei e à Rainha da noite, sob a forma de um Tawny ainda em princípio de vida, o segundo não deixa sem par a delicada aletria e o subvalorizado arroz doce. Para os fritos há uma paleta de cor que se deve manter e nada melhor que um Porto Branco seco para o casamento perfeito. Deixemos as rabanadas à procura do seu LBV ou do Vintage que guardou para a ocasião e não esqueça o pudim para com eles harmonizar. Por mim, pouco chega perto da elegância simples de uma azevia (ou duas) à boleia de um copo de Madeira meio seco. Mas deve experimentar todas as combinações e escolher a que mais gosta.

Vinda a meia-noite não há presente que substitua o afeto do doce no prato e no copo. Faz-se a Consoada de pares improváveis quando se traz o espumante rosé para selar memórias de Natal feitas de ovos e açúcar e mesas sem fim. A cor singela casa bem com a toalha em tonalidades de rosa que criam novas tradições e a versatilidade resolve a dificuldade de decidir entre vinhos diferentes. Copo cheio, família reunida e mil sorrisos. Está servido o Natal!

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