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O vinho para a garrafeira caseira

| Comer, Beber e Lazer

12-05-2017 22:05

Quantas vezes acontece ir comprar uma garrafa de vinho à pressa devido a uma visita inesperada ou a uma jantarada combinada à última da hora? Olhar para a despensa ou para a garrafeira e perceber que está vazia ou que nenhum dos vinhos na mesma se adequa à ocasião. Na urgência do momento, a escolha pode não ser a mais acertada quer a nível de qualidade, como a nível de diversidade e, mais importante, preço.

É por isso cada vez mais importante pensar no vinho para uma garrafeira caseira. Onde o vinho para o consumo do dia a dia conviva com vinhos que se vão adquirindo para outras ocasiões. Se está a começar, pense numa garrafeira de tamanho pequeno, para se ir habituando a fazer as escolhas mais acertadas para o seu consumo e por forma a conseguir que a garrafeira tenha o mínimo de condições para armazenar todo o tipo de vinho.

Assim, não deixe que faltem as garrafas de espumante. Não necessita de ser champanhe pois, felizmente, Portugal produz vinhos espumantes de excelência e a preços bem mais convidativos que as famosas bolhas com sotaque gaulês. E não se esqueça que o vinho espumante não é para ser apenas aberto com o bolo de aniversário ou para brindar no fim de ano.

Depois, consoante a sua preferência de consumo, um equilibrado mix de vinhos rosé, brancos e tintos. Tente ter vinhos jovens, da colheita mais recente principalmente nos rosé e brancos, mas também algumas garrafas com mais idade, com e sem estágio em barricas e até de mais do que uma ou duas regiões. Arrisque em perfis que não conhece e que o obrigue a aumentar o nível do desafio. Muitas vezes o segredo para um momento com boas surpresas é o desconhecido.

Por último, lugar aos fortificados e ou licorosos. Em Portugal são produzidos dos melhores vinhos do mundo nesta categoria. Vinho do Porto, Vinho da Madeira, Moscatel de Setúbal e Douro, Abafado e outros podem ser facilmente encontrados à venda. Com diferentes perfis, idades, tipos, mais doce ou menos doce, mais seco ou menos seco, o facto é que a escolha é quase infindável. Somos uns sortudos. Para além disso são vinhos que aguentam bem o tempo de guarda e casam bem com variadíssimas sobremesas e até com outros pratos como a cozinha asiática. O tempo em que a garrafa de Porto era guardada para a noite de Natal já lá vai. Hoje um Porto Vintage com uma sobremesa de chocolate é uma opção irresistível.

Uma garrafeira composta e com um pouco de tudo a valer futuros Tchim, Tchins!

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