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Concursos há muitos...

| Aníbal Coutinho

20-05-2017 22:05

No regresso de um grande concurso internacional – Concours Mondial de Bruxelles - devo voltar a enquadrar a relação entre estes certames competitivos, as respetivas medalhas e o impacto nos media e no consumidor final. Uma medalha atribuída a um vinho é sempre um estímulo para o produtor e motivo de curiosidade e destaque para os media e para os consumidores. Aos meus companheiros de escrita, sobretudo aos mais distanciados das dinâmicas comerciais que alimentam qualquer competição, convém partilhar que não existe um Campeonato Mundial de Vinhos.

Admissão Livre
Ao contrário da nosso campeão Nelson Évora, que teve que conseguir mínimos para chegar à luta final com os outros atletas, também eles eleitos pelos seus resultados superiores aos concorrentes, qualquer produtor vê as portas de todos os grandes concursos internacionais totalmente abertas após o pagamento da inscrição dos seus vinhos. Não havendo assim uma etapa de pré-seleção entre todos os vinhos produzidos num determinado período, não são os melhores que chegam à competição; por vezes ocorre o inverso.

Curiosidade Medalhada
Nenhum concurso consegue uma presença de amostras que se avizinhe ao número de vinhos existentes em todo o mundo. Sem querer retirar o mínimo de honra, mérito e glória a todos os vinhos medalhados nos grandes concursos internacionais, convém que a forma de comunicação usada pelos jornalistas seja contida e bem justificada e que os consumidores entendam as medalhas como mais um sinal qualitativo que possa gerar curiosidade, a compra e a sua própria avaliação.

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