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Beber o vinho pelo rótulo

| Teresa Gomes

12-04-2018 18:04

Todos nós, uns mais do que os outros, a dada altura na nossa vida compramos um vinho apenas pelo que lemos no rótulo. A isto chamamos “beber o vinho pelo rotulo”, ou seja, a marca, o produtor ou mesmo a indicação da casta A ou B ou ainda o grau alcoólico deram-nos uma garantia da qualidade do vinho.

Na verdade o rótulo identifica parâmetros do vinho, alguns da sua qualidade certificada, mas daí até gostarmos de o beber pode ir um longo caminho. Vamos lá então perceber o que nos diz um rótulo garantidamente para podermos fazer escolhas mais acertadas.

Comecemos pelo princípio, o rótulo de uma garrafa de vinho produzido na União Europeia deve ter obrigatoriamente a marca comercial, o tipo de vinho, a classificação do vinho, o nome e morada do engarrafador, a capacidade da garrafa e o volume alcoólico.

Tomemos como exemplo o vinho Contemporal Tinto 2016 Regional Península de Setúbal. Aqui a marca é Contemporal, neste caso é uma marca exclusiva (Private Label) do Continente. Mas noutros casos, muitos, a marca pode ser o nome da quinta aonde estam as vinhas, desde que o nome da propriedade agrícola esteja registado, passa também a ser usado como marca.

Temos de saber que tipo de vinho está dentro da garrafa e por isso ser branco, rosé, tinto, frisante, licoroso, etc., tem de estar no rótulo. Hoje em dia para preservar alguns vinhos brancos da oxidação, estes são engarrafados em vidro escuro e com uma pequena distracção, pela cor da garrafa podemos pensar estar a comprar vinho tinto, tome atenção.

A origem das uvas permite classificar os vinhos na União Europeia, logo perante este vinho Contemporal eu sei que as castas Aragonês, Castelão e Syrah vieram de vinhas plantadas dentro dos limites da área para o classificativo Regional Península de Setúbal. Na maior parte das lojas Continente vai encontrar o mapa de Portugal com as regiões vinhateiras para o ajudar neste capítulo.

Quando o vinho não tem identificação geográfica, isto é, o vinho é o resultado de uma mistura de uvas/vinhos de varias partes do país (Produto de Portugal) ou da Europa (Vinho UE) tem a classificação de Vinho apenas. Este classificativo veio substituir o que se chamava de Vinho de Mesa. O ano referido no rótulo é sempre o da vindima.

Porque o engarrafador, seja ele o produtor ou não, é a ultima pessoa a ter contacto com o vinho antes do consumidor, o nome e morada deste devem vir referidos no rótulo. Mais uma vez neste caso, o Contemporal Regional da Peninsula de Setúbal é além de produzido, engarrafado na própria adega da Cooperativa Agricola Santo Isidro de Pegões.

Por último o grau alcoólico do vinho e a capacidade da garrafa (75cl.) costumam vir mencionados nos cantos do rótulo.

Para uma maior sedução cada vez mais estas obrigatoriedades legislativas vêm no contra-rotulo deixando o verdadeiro rotulo com um trabalho gráfico mais apelativo e de aspecto “limpo” a piscar-nos o olho na prateleira.

Votos de boas compras!

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