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O maravilhoso mundo da Mixologia

| Gourmets Amadores

07-03-2017 14:03

Cocktails. Cada letra da palavra é uma medida disto, duas daquilo e uma pitada de magia. Chegam em copos cheios de cor, responsabilidade de rapazes de mão certeira e pé ligeiro que são alquimistas modernos e esperam atrás do balcão. Do mistério do bar para a bancada da cozinha, cada um de nós tem em si essa vontade de descobrir a fórmula certa, na mistura equilibrada de líquidos diversos, quase sempre recorrendo ao que há em casa. Sai um jarro de sangria no verão e uma panela de vinho quente com especiarias no inverno. E sem nos darmos conta já somos parte do maravilhoso mundo novo da Mixologia.

Preparar um cocktail é fazer um caminho por sabores, aromas e texturas que queiram estar juntos. Da ideia à execução falta apenas um nome inspirador que apeteça beber e a vontade de experimentar. Sem regras fechadas ou receitas extensas, façamos do vinho um ponto de partida e deixemos que a sangria abrace agora o rosé ou o vinho verde e que os licorosos tenham uma palavra a dizer. Para desejos repentinos e visitas inesperadas, nada como ter sempre no frio uma garrafa de vinho do Porto e outra de Moscatel de Setúbal prontas a usar. Abro a porta do frigorífico e lá estão elas. Hesito entre combinar um Porto Branco extra seco com morangos triturados que ainda não sabem a nada ou repetir o meu cocktail da estação que casa para a eternidade a laranja com o doce do Moscatel e o amargo especial do Armagnac. Ganha o citrino e em minutos estamos servidos. É só coar o sumo para um copo alto e encher até meio, deitar uma pedra de gelo e completar com o vinho muito frio. Se a ocasião o pedir e não houver detractores dos sabores anisados, finaliza-se com duas folhinhas de poejo. E se um cocktail tem por função abrir o apetite para o que se segue, é possível que abra mesmo. Nem que seja para outro copo.

O desafio dos ressurgidos cocktails de vinho está na imaginação de cada um. Basta deitar a mão à garrafeira, ir de experiência em experiência e pouco a pouco fugir da zona de conforto. Seja a fazer jus à geografia, apresentando velhos conhecidos como vinho Madeira e o maracujá ou totais desconhecidos que partilham aromas como a líchia e um espumante tinto. É escolher um copo bonito, reunir todos os ingredientes e começar a misturar. Depois é só esperar que a magia aconteça.

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