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Vinho e figos

| Gourmets Amadores

26-08-2018 17:08

A estação prolonga-se do início do Verão até que Agosto se despede. Os primeiros figos são os lampos e, não sendo os mais doces, servem para matar saudades a quem por eles espera ansiosamente durante meses. Depois vêm os verdes, com o seu pingo de açúcar, e finalmente os roxos, jóias favoritas dos gulosos e a pedir a companhia de queijos de sabor forte ou presunto em lascas finas. No copo, os figos querem um par à altura do mel que trazem ao prato e a frescura de castas brancas ou a juventude de tintos que ombreia com a sempre bem-vinda doçura do vinho do Porto.

Dos vinhos brancos mais simples aos mais estruturados, a escolha é ditada pela receita que faz dos figos ingrediente principal: para uma tosta com requeijão, figos, manjericão e um toque de balsâmico são as notas florais e frutadas dos vinhos suaves que melhor se adequam, enquanto uma compota de figos servida com um queijo azul já pede a textura dos brancos mais ricos. Já nos tintos as opções pelas versões suaves e aromáticas casam bem com as saladas de rúcula, chèvre e nozes tostadas, deixando os vinhos mais robustos para os pratos de carne como o magret de pato com molho de figos. Se a sobremesa oferece uma tarte rica em sabor e em creme o melhor é escolher um Tawny e servi-lo fresco ou harmonizar aquela mousse de chocolate e figos com o Ruby, mais doce e frutado, a acompanhar.

E se os figos maduros, na plenitude do seu sabor, lhe chegarem à mesa e não souber o que beber com eles é a altura certa para abrir aquele Moscatel já com alguma idade que tem também ele notas de frutos secos e figos!

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